Sobrevivência e Taxas de Sucesso de Implantes Dentários Colocados Usando Levantamento do Assoalho do Seio com Osteotomia sem Adição de Enxerto Ósseo: Um Estudo Retrospectivo com Acompanhamento de até 10 Anos


Este estudo retrospectivo, com acompanhamento de 4 meses a 10 anos, avaliou
as taxas de sobrevida, sucesso e complicações de implantes colocados com
levantamento do assoalho do seio com osteotomia (LASO) sem adição de enxerto
ósseo. Um total de 926 implantes foram colocados, incluindo 530 implantes curtos
(6 mm a 8,5 mm) e 209 implantes em sítios com baixa altura óssea residual (AOR)
(< 5 mm). Os níveis ósseos foram avaliados em aproximadamente 3 meses e em 1,
3 e 5 anos e, em alguns casos, até 10 anos após a colocação dos implantes. A taxa
de sobrevivência dos implantes foi de 98,3% no acompanhamento de 5 anos. Doze
dos 926 implantes falharam (6 pré-prótese, 6 pós-prótese). A taxa de sucesso foi
de 95,4% em um limiar inferior a 1 mm de perda óssea nos sistemas combinados
(Straumann; Nobel Biocare). As taxas de sobrevida e sucesso dos implantes curtos
foram estatisticamente comparáveis aos implantes de comprimento convencional.
Os implantes de baixa AOR tiveram uma taxa de sobrevivência inferior, mas
aceitável de 95,7%. Os eventos adversos foram raros, com um caso de infecção
e nenhum caso de vertigem relatados. As evidências deste estudo indicam que
a colocação de implantes com LASO sem adição de enxerto ósseo é altamente
bem-sucedida, mesmo quando implantes curtos são usados em baixa AOR.