Técnica Minimamente Invasiva de Enxerto Estético Subperiosteal do Rebordo Alveolar (SMART): Um Novo Padrão para Reconstrução Óssea dos Maxilares


As técnicas tradicionais de regeneração óssea guiada envolvem o rebatimento do retalho e a inserção de um enxerto ósseo, frequentemente com o uso de dispositivos mantenedores de espaço e membranas celulares oclusivas. Essa abordagem é associada a complicações que afetam negativamente o resultado do enxerto e a estética dos tecidos moles peri-implantares. Embora as técnicas atuais de tunelização sejam focadas nos tecidos moles periodontais, publicações anteriores descreveram seu uso para aumentos horizontais de rebordos alveolares inferiores posteriores em pacientes totalmente edêntulos. Mais recentemente, o uso do fator de crescimento derivado de plaquetas recombinante humano (rhPDGF-BB) foi testado com diferentes matrizes ósseas no tratamento de espaços anteriores superiores edêntulos. A presente série de casos relata o uso de uma técnica minimamente invasiva de enxerto estético subperiosteal do rebordo alveolar (SMART) no tratamento de 60 regiões unitárias e múltiplas dentadas, edentadas e com implantes em 21 pacientes, com cinco categorias de tratamento e um período de acompanhamento de 4 a 30 meses. A técnica consiste em uma abordagem laparoscópica para fornecer uma combinação entre o fator de crescimento e o xenoenxerto dentro de uma bolsa subperióstea. Não foi realizado o rebatimento do retalho ou qualquer procedimento de descorticalização, assim como não foram usadas membranas oclusivas ou mantenedores de espaço. Os resultados desta série de casos demonstraram uma regeneração óssea previsível e consistente. O ganho médio em espessura de rebordo de todas as categorias de tratamento foi de 5,11 mm (DP 0,76 mm), valor que pode ser comparado de maneira favorável aos trabalhos publicados anteriormente. A morbidade e a taxa de incidência das complicações também reduziram. Os resultados histológicos humanos mostraram partículas do xenoenxerto circundadas por osso neoformado. O papel do periósteo como fonte das células pluripotentes na regeneração mediada por fator de crescimento é discutido.