Taxas de Sobrevida e Alterações do Nível Ósseo e de Tecido Mole ao Redor de Implantes Dentais Instalados por um Protocolo Com ou Sem Retalho: Resultados de 8,5 Anos


O objetivo do presente estudo foi determinar as taxas de sobrevida e mensurar as alterações ósseas marginais e as condições peri-implantares após 8,5 anos da instalação de uma peça com superfície anodicamente oxidada (SAO). Um total de 52 indivíduos que receberam a peça de implantes com SAO utilizando um protocolo com ou sem retalho e completado com ensaio clínico foi contatado para uma visita de revisão 8,5 anos após a colocação do implante (T8,5). As taxas de sobrevivência e sucesso do implante foram avaliadas por um único examinador cego através de profundidade de bolsa à sondagem (PBS), presença de sangramento à sondagem (PSS), nível de papila e incidência de complicações e doenças peri-implantares. O segundo examinador cego avaliou as alterações nos níveis marginais ósseos. Resultados de 8,5 anos foram comparados ao momento no qual o implante foi instalado, implante em carga (0,5 ano), 1 e 1,5 anos de acompanhamento. Os resultados baseados em 28 pacientes que compareceram à visita de revisão (em uma metade foi realizada o protocolo cirúrgico sem retalho e na outra metade com retalho) mostram 100% da taxa de sobrevida do implante e 96,4% de sucesso no implante depois de 8,5 anos da instalação do implante utilizando uma peça de implante, sem nenhuma diferença nas taxas de sobrevida e sucesso entres os protocolos com ou sem retalho. Durante o mesmo período de acompanhamento, foi observado um aumento significativo na altura da crista óssea de 1,5 a 8,5 anos. As análises sugerem diminuição na média dos níveis de perda óssea com o tempo (P < 0,001). Além disso, houve uma perda óssea de 0,8 a 1,0 mm até 1,5 ano, que diminuiu para 0,3 mm em 8,5 anos (P < 0,05). Não houve diferença estatística em PBS ou PSS ao longo do tempo. A média nos níveis de PBS encontrados nos grupos de protocolos com ou sem retalho foi similar (média [DP] = 2,4 [0,3] e 2,2 [0,4] mm, respectivamente [P = 0,18]), assim como índices similares para PSS (22,8% vs 17,9%, respectivamente). Aumento dos níveis de papila durante o primeiro ano depois da carga do implante. Entretanto, houve pequenas diferenças adicionais entre 1,5 e 8,5 anos. Foi relatado um total de 8 coroas de porcelanas fraturadas e 3 afrouxamentos. Os implantes com uma peça (SAO) apresentaram altas taxas de sobrevivência e estabilidade marginal óssea e tecido mole peri-implantar, independente de ter sido utilizado o protocolo com e sem retalho.