Precisão da Sondagem Óssea na Avaliação da Relação do Tecido Ósseo-Gengival Vestibular nos Dentes Anteriores Superiores


O objetivo deste estudo foi avaliar a precisão da sondagem óssea (SO) na avaliação da relação do tecido ósseo-gengival vestibular (RTOGV) dos dentes anteriores superiores com defeitos. Os prontuários de pacientes que receberam instalação imediata do implante (III) na área anterior superior foram analisados. A média da RTOGV antes da extração (SO) e imediatamente após a extração sem retalho (medida do nível ósseo direto [NOD]) foi analisada. Um total de 160 pacientes com 190 dentes anteriores superiores foi incluído. As médias da RTOGV obtida da SO e do NOD foram 3,19 ± 0,71 mm e 3,47 ± 1,29 mm, respectivamente (P = 0,004). As duas medidas foram idênticas 83,2% das vezes, com discrepância de 1 mm em 4,7% das vezes e discrepância > ± 1 mm em 12,1% das vezes. Quando a discrepância foi observada, a SO subestimou o NOD em 14,2% das vezes e superestimou em 2,6% das vezes. Embora estatisticamente significativa, a correlação foi fraca (coeficiente de correlação de Pearson r = 0,238, P = 0,0018). A SO é uma ferramenta de diagnóstico de precisão aceitável e minimamente invasiva para medir a RTOGV. No entanto, enquanto a diferença média entre a mensuração da SO e NOD é pequena (0,28 mm), a grande variação da diferença pode ser alarmante. Sendo assim, os clínicos devem sempre preparar opções alternativas de tratamento para III antes da extração.