Padrões Morfológicos da Maxila Posterior Atrófica e Implicações Clínicas para a Terapia Regenerativa Óssea


As terapias regenerativas são comumente necessárias antes da instalação do
implante na maxila posterior após a exodontia. O objetivo deste estudo foi
investigar as características anatômicas da maxila posterior atrófica que podem
afetar a técnica e a seleção de abordagem cirúrgica e o risco de complicações
intra e pós-operatórias. Os arquivos de tomografia computadorizada de
feixe cônico foram selecionados para identificar as cristas maxilares atróficas
com necessidade de aumento ósseo (altura da crista < 10 mm). A altura e a
largura das cristas e a espessura da parede lateral (EPL) foram medidas em
diferentes níveis, e o recesso palatonasal e a morfologia da parede lateral foram
calculados. A influência do local foi avaliada usando equações de estimativa
generalizadas. A correlação linear entre os parâmetros foi estimada com o
coeficiente de Pearson, e a análise de componentes principais (ACP) foi realizada
para estabelecer padrões de múltiplas correlações. Nos 433 sítios edêntulos e
nas 6.062 medições analisadas, as correlações mais fortes corresponderam às
medições da EPL nos diferentes níveis. A maioria dos parâmetros analisados
apresentou linearidade (P < 0,001), permitindo o estabelecimento de quatro
padrões morfológicos principais de acordo com características anatômicas. As
estruturas anatômicas da maxila posterior atrófica seguem padrões lineares
que podem predizer complicações devido a uma característica anatômica
e, sendo assim, comprometer o sucesso na terapia regenerativa.