Estabilidade a Longo Prazo de Tecidos Moles Após Preservação de Rebordo Alveolar: Resultados de Um Estudo Prospectivo de 10 Anos em Região de Implantes Não Submersos


O objetivo desse estudo foi avaliar os resultados clínicos a longo prazo ao redor de implantes instalados em sítios previamente aumentados com partículas de osso bovino desmineralizado com 10% de colágeno (Bio-Oss Collagen, Geistlich) Nesse estudo prospectivo, foram incluídos 36 pacientes consecutivos, saudáveis, com necessidade de extração de apenas um dente (incisivos, caninos e pré-molares) e substituição com implantes. Após a extração dentária, Bio-Oss Collagen foi inserido no alvéolo e recoberto ou com uma dupla camada de membrana de colágeno (teste) ou com algumas gotas de um polímero poliláctico fluido (controle). Após período de cicatrização de 4 a 6 meses, foi realizada uma cirurgia única de implante não submerso. Após a cimentação de uma coroa cerâmica unitária, os pacientes foram solicitados a seguir um programa de terapia periodontal de suporte individualizada. Dados clínicos e radiográficos foram obtidos após a cimentação da prótese (inicial) e na visita de acompanhamento de 10 anos. Após o período de 10 anos, dois pacientes nao retornaram para acompanhamento. Todos os implantes demonstraram tecidos moles peri-implantares sadios como documentado por parâmetros padrão (índice de placa de boca toda, índice de sangramento de boca toda e sangramento à sondagem local) em ambos os grupos. A média da recessão da mucosa (REC) foi 0,39 ±0,54 mm para o grupo teste e 0,50 ± 0,33 mm para o grupo controle, sem diferença significativa entre os dois grupos. Os resultados desse estudo prospectivo confirmaram a estabilidade a longo prazo de tecidos moles marginais peri-implantares suportados por osso regenerado por meio da técnica descrita utilizando Bio-Oss Collagen. Se o paciente for acompanhado adequadamente ao longo do tempo, o risco de recessão mucosa é baixo, com média de REC < 1mm após 10 anos.