Correlação de Dados Radiológicos Tridimensionais com Abordagem de Tratamento Subsequente em Pacientes com Peri-implantite: Uma Análise Retrospectiva

O objetivo deste estudo radiográfico retrospectivo foi avaliar e correlacionar as dimensões e a morfologia de defeitos ósseos peri-implantares, conforme determinado por tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) em relação à abordagem de tratamento selecionada. Foram medidos os defeitos ósseos peri-implantares verticais e horizontais (mesial, distal, mésio-palatal, mésio-vestibular, disto-palatal, disto-vestibular, palatal e vestibular) em casos de peri-implantite. Os dados tridimensionais e a morfologia do defeito foram correlacionados com a abordagem de tratamento escolhida (explantação versus retenção do implante). Um total de 19 pacientes e 28 implantes preencheu os critérios de inclusão, resultando em um tamanho de amostra de 224 sítios e um total de 896 medidas. A percentagem média de perda óssea não se correlacionou com o tipo de tratamento escolhido (P = 0,1286). Em contraste, quando apenas os valores máximos verticais por implante foram selecionados, a porcentagem máxima de perda óssea apresentou correlação significativa com o tipo de tratamento escolhido (P = 0,0021). O efeito da morfologia do defeito na estratégia de tratamento escolhida não mostrou correlação estatística significativa (P = 0,4685). Com base nos dados apresentados, a perda óssea máxima em torno do implante parece ser um fator crítico para decidir se um implante deve ou não ser explantado. O uso de TCFC para o planejamento do tratamento em casos de peri-implantite pode oferecer informação adicional valiosa, mas deve ser considerado somente após o exame clínico inicial e a imagem bidimensional.