Avaliação dos Efeitos de Regeneração Óssea de Dois Enxertos Ósseos Bovinos Anorgânicos em Um Modelo de Defeito de Rebordo Alveolar de Tamanho Crítico


Um ensaio pré-clínico foi realizado para tratar 54 defeitos de rebordos alveolares de tamanho crítico em mandíbula em 27 caninos. Cada hemimandíbula foi randomizada para ser tratada com dois diferentes enxertos ósseos bovinos anorgânicos (grupo A = InterOss [SigmaGraft], grupo B = Bio-Oss [Geistlich]) ou controle negativo (grupo C = defeito vazio) seguido de um período de observação de 4, 8 ou 12 semanas. Tomografia computadorizada, histológica, histopatológica e análises histomorfométricas foram realizadas para avaliar a segurança e a eficácia desses tratamentos. Por todos os parâmetros avaliados neste estudo, a biocompatibilidade e cicatrização dos defeitos tratados no grupo A eram indistinguíveis daqueles do grupo B. A comparação radiográfica da reabsorção do enxerto e da integração óssea demonstrou escores médios similares para ambos os grupos de tratamento. Do mesmo modo, não foram observadas diferenças estatísticas entre os dois grupos em relação à porcentagem de volume mineralizado e densidade. Quando comparados aos controles vazios de tamanho crítico, ambos os grupos de tratamento apresentaram quantidades estatisticamente maiores de osso presente nos sítios defeituosos e parecem ajudar a preservar as paredes alveolares mesial e distal do defeito. A histomorfometria também apoiou a similaridade no desempenho de ambos os grupos testados, pois não foram observadas diferenças estatísticas significativas em relação aos valores de percentagem de osso, porcentagem de implante residual e percentual da medula óssea. Embora não seja estatisticamente diferente, em média, o grupo A apresentou mais de duas vezes a quantidade média de osso presente em 8 e 12 semanas em comparação com o grupo B. Em geral, o grupo A teve uma boa resposta de biocompatibilidade, semelhante ao grupo B. Estudos clínicos são recomendados para confirmar estes achados.Int J Periodontics Restorative Dent 2017;37:e234–e244. doi: 10.11607/prd.3305.