Avaliação crítica de recobrimento radicular completo como finalização bem-sucedida no tratamento de recessões gengivais


Dois diferentes critérios de avaliação para o recobrimento radicular completo (RRC) foram usados para comparar a incidência de RRC após procedimentos de recobrimento radicular. Registros clínicos de 363 pacientes (386 recessões unitárias) tratados entre 1984 e 2012 foram investigados. O RRC foi avaliado 1 ano após a cirurgia usando dois critérios de avaliação separados: RRC1, em que a margem gengival estava acima ou na junção cemento-esmalte (JCE), mensurado usando uma sonda periodontal diretamente nos pacientes por um único examinador; e RRC2, em que a margem gengival estava acima da JCE,tornando-a completamente invisível baseada na avaliação visual de imagens digitalizadas com grande ampliação por dois examinadores calibrados. Estatísticas descritiva e inferencial foram realizadas. A estatística k foi também calculada para testar a concordância entre os dois examinadores. Quatro grupos de tratamento foram identificados: enxerto gengival livre (EGL; n = 116), retalho posicionado coronalmente (RPC; n = 107), RPC + enxerto de tecido conjuntivo (ETC; n = 131) e regeneração tecidual guiada (RTG; n = 32). A diferença geral entre a proporção de RRC1 e RRC2 foi estatisticamente significativa (P < 0,0001), assim como as diferenças intragrupo para EGL (P = 0,0002), RPC (P = 0,0009) e ETC (P = 0,0002). O tratamento das recessões gengivais deveria somente ser considerado completamente bemsucedido quando o recobrimento radicular estiver associado com margem gengival e profundidade de sondagem do sulco coronal à JCE. Quando o recobrimento radicular é considerado completo, porém a margem gengival localizada ao nível da JCE, isto não representa sucesso completo do tratamento.