Avaliação Clínica da Influência do Tipo de Conexão e Altura da Restauração na Confiabilidade de Pilares de Zircônia: Um Estudo Retrospectivo em 965 Pilares com Acompanhamento Médio de 6 anos


Este estudo clínico retrospectivo multicêntrico teve o objetivo de avaliar o desempenho clínico dos pilares de zircônia em regiões anteriores e posteriores, focando nas conexões pilar-implante e altura vertical da restauração (AVR). Seis protesistas experientes utilizaram 965 pilares de zircônia de desenho assistido por computador/fabricação assistida por computador em 601 pacientes. Diferentes abordagens cirúrgicas foram realizadas de acordo com as necessidades de cada paciente. As restaurações finais foram coroas unitárias e próteses fixas curtas de cerâmica. Restaurações aparafusadas foram utilizadas, principalmente, nas áreas anteriores, enquanto próteses cimentadas foram escolhidas em casos onde a posição do implante não era ideal. Diferentes tipos de conexões pilar-implante foram comparadas: externa, interna com componentes metálicos e conexão cônica interna em zircônia. Todas as restaurações foram acompanhadas por 4 a 10 anos. Complicações técnicas e biológicas foram avaliadas em relação às diversas variáveis biomecânicas, tais como AVR. Diferenças entre os grupos foram analisadas estatisticamente e a longevidade dos pilares foi avaliada de acordo com a análise de sobrevida Kaplan-Meier. Os pilares de zircônia apresentaram taxas gerais de sobrevida e sucesso de 98,9% e 94,8%, respectivamente. As conexões externas relataram taxas de sobrevida e sucesso de 99,7% e 94,5%, as conexões metálicas internas 99,8% e 95,5% e as conexões internas de zircônia 93,1% e 93,1%, respectivamente. Taxas de complicações gerais de 1,14%, 3,42% e 0,62% foram relatadas para fraturas, delaminação e afrouxamento, respectivamente. A conexão externa mostrou a mais longa sobrevida, enquanto a conexão de zircônia interna mostrou a maior incidência de fratura no período de observação. O limite de risco clínico de AVR foi identificado como 14 mm. Os pilares de zircônia apresentaram desempenho clínico satisfatório nas regiões anterior e posterior após 4 a 10 anos. A AVR e o tipo de conexão influenciaram a longevidade clinica das restaurações; em particular, conexões internas com componentes metálicos secundários reduziram a incidência de complicações.