Utilização de Socket Plug de Enxerto Gengival Livre (EGL) para Maximização do Enxerto Xenógeno e Manutenção de Tecidos Moles em Região Estética


O objetivo deste relato de caso clínico foi descrever a importância de planejar de maneira minuciosa uma reabilitação em área estética, bem como detalhar os procedimentos da instalação de implantes dentários associados a enxertias de tecido duro e mole. A paciente Z.C. de 50 anos, buscou atendimento apresentando lesão inflamatória periapical nos dentes 11 e 22, com um quadro de agudização e fístula ativa, comprometimento ósseo local, histórico de apicetomia e quadros reincidentes de fistulização. O tratamento de eleição consistiu na exodontia dos dois elementos dentários, enxertia com biomaterial xenógeno de granulação pequena, e enxerto gengival livre (EGL) com área doadora do palato para tamponamento do enxerto ósseo. Após o procedimento cirúrgico inicial, aguardou-se seis meses para o remodelamento ósseo, e na sequência foram instalados os implantes de conexão cônica. A reabilitação protética foi iniciada quatro meses pós-implantação e foram confeccionadas as quatro coroas em cerâmica pura reforçada por dissilicato de lítio nos elementos 12, 11, 21 e 22. No follow-up de 18 meses, observamos a estabilidade dos tecidos moles e duro e um zênite gengival harmônico. Logo, podemos concluir que a necessidade de estabilização dos tecidos do periodonto marginal, após a extração dentária, faz-se necessária juntamente com um enxerto de tecido ósseo, tendo em vista o fechamento do alvéolo de maneira passiva, sem incisões relaxantes que possam causar futura recessão gengival. Sendo assim, o enxerto gengival livre (plug de EGL) mostrou-se muito efetivo para garantir a estabilidade do volume gengival.