Tratamento com Implantes em Região Posterior de Mandíbula Atrófica: Regeneração Vertical com Enxertos Ósseos em Bloco Versus Implantes com 5,5 mm de Comprimento Intraósseo


Objetivo: Comparar retrospectivamente os resultados de implantes instalados na região posterior de mandíbula verticalmente regenerada com enxertos ósseos autógenos em bloco e implantes curtos. Materiais e Métodos: Pacientes consecutivos com atrofia óssea vertical em região posterior de mandíbula edêntula (com 7 a 8 mm de osso acima do nervo alveolar inferior) foram tratados ou com implantes instalados em osso regenerado usando enxertos ósseos autógenos em bloco (grupo 1) ou com implantes curtos (com comprimento intraósseo de 5,5 mm) em osso nativo (grupo 2) entre 2005 e 2010 e foram acompanhados por 12 meses após a carga. O procedimento realizado foi o protocolo de tratamento estabelecido para este tipo de paciente na Unidade de Cirurgia Oral (Universidade de Valencia, Espanha) no momento da cirurgia. Todos os enxertos foram obtidos através de piezocirurgia. Os resultados avaliados foram: complicações relacionadas ao procedimento, sobrevivência do implante, sucesso do implante, e perda óssea marginal peri-implantar. A análise estatística foi realizada usando o teste exato de Fisher e o teste de Mann-Whitney. Resultados: Trinta e sete pacientes foram incluídos, 20 (45 implantes) no grupo 1 e 17 (35 implantes) no grupo 2. No grupo 1, 13 implantes eram menores que 10 mm de comprimento (2 eram de 7 mm e 11 eram de 8,5 mm), e 32 tinham 10 mm de comprimento ou mais; o diâmetro era de 3,6 mm em 6 implantes, 4,2 mm em 31, e 5,5 mm em 8 implantes. No grupo 2, todos os implantes tinham 7 mm de comprimento; o diâmetro mensurado foi de 4,2 mm em 14 implantes e 5,5 mm em 21 implantes. Complicações relacionadas ao procedimento de enxerto ósseo em bloco foram hipoestesia temporária em um paciente, deiscência da ferida com exposição do enxerto em três pacientes, e exposição do parafuso de osteossíntese sem exposição do enxerto em um paciente. Após 12 meses, as taxas de sobrevivência dos implantes foram de 95,6% no grupo 1 e 97,1% no grupo 2; as taxas de sucesso foram de 91,1% e 97,1%, respectivamente. A média de perda óssea marginal foi de 0,7 mm ± 1,1 mm no grupo 1 e 0,6 mm ± 0,3 mm no grupo 2. Conclusões: Quando a altura de osso residual sobre o canal mandibular for entre 7 e 8 mm, implantes curtos (com 5,5 mm de comprimento intraósseo) podem ser a opção de tratamento de preferência ao invés do aumento vertical, reduzindo o tempo na cadeira odontológica, os gastos e a morbidade.