Sobrevivência de Implantes Usando a Técnica do Osteótomo com ou sem Enxerto na Maxila Posterior: Uma Revisão Sistemática

Objetivo: O objetivo dessa revisão foi avaliar sistematicamente as taxas de sobrevivência de implantes instalados usando a técnica de osteótomo com e sem enxerto publicada na literatura. Materiais e Métodos: Uma pesquisa eletrônica foi conduzida para identificar estudos prospectivos e retrospectivos sobre levantamento de assoalho do seio com osteótomo publicados entre os dias 1 de janeiro de 2000 e 30 de outubro de 2015. Foram incluídos estudos que (1) envolviam uso da técnica de osteótomo com e sem enxerto; (2) forneciam dados a respeito de taxas de sobrevivência, altura óssea residual (AOR) e materiais de enxerto e (3) que registraram acompanhamento médio de pelo menos 1 ano após carga funcional e incluíram um mínimo de 10 pacientes. As médias ponderadas das taxas de sobrevivência foram usadas para comparar as duas estratégias de tratamento – com e sem enxerto. A influência de AOR e a altura do implante em sobrevivência de implantes cumulativa ponderada também foram avaliadas. Resultados: Após pesquisa e avaliação da literatura de acordo com os critérios de inclusão, 34 estudos envolvendo 1.977 pacientes e 3.119 implantes foram incluídos. Oitenta e quatro de 102 falhas de implantes documentadas nos estudos ocorreram antes de um ano de carga funcional. Diferenças estatísticas significativas nas taxas de sobrevivência cumulativas foram encontradas nos grupos com e sem enxerto (95,89% e 97,30%, respectivamente; P = 0,05). No grupo sem enxerto, nenhuma diferença estatisticamente significante na taxa de sobrevivência cumulativa foi encontrada quando implantes foram colocados em AOR < 5 mm ou ≥ 5 mm (95,04% e 97,63%, respectivamente; P = 0,12). No grupo com enxerto, contudo, diferença estatisticamente significativa na taxa de sobrevivência cumulativa foi encontrada quando implantes foram colocados em AOR < 5 mm ou ≥ 5 mm (92,19% e 97,59%, respectivamente; P < 0,01). Taxas de sobrevivência ponderadas cumulativas significativamente menores foram encontradas no grupo de implantes curtos (< 8 mm) em relação ao grupo de implantes longos (≥ 8 mm) (83,33% e 96,28%, respectivamente; P < 0,01). Conclusão: As taxas de sobrevivência cumulativas foram significativamente maiores no grupo sem enxerto do que no grupo com enxerto. As taxas de sobrevivência cumulativas no grupo com enxerto foram significativamente menores quando AOR foi < 5 mm, enquanto as taxas de sobrevivência cumulativas no grupo sem enxerto não demonstraram diferença significativa baseadas em AOR. Implantes curtos (< 8 mm) demonstraram taxas de sobrevivência cumulativas significativamente menores do que implantes longos.