Revisão Sistemática sobre o Sucesso dos Implantes Dentários de Diâmetro Reduzido


Propósito: O objetivo desta revisão sistemática foi determinar a taxa de sobrevivência e de sucesso dos implantes de diâmetro reduzido (IDR) em diferentes indicações clínicas comparados aos implantes de tamanho padrão. Materiais e Métodos: Os diâmetros dos implantes foram distribuídos em categorias 1 (< 3,0 mm), 2 (3,00 a 3,25 mm) e 3 (3,30 a 3,50 mm). Foram incluídos estudos retro e prospectivos com mais de 10 pacientes e com acompanhamento de 1 ano ou mais. Resultados: Uma busca na literatura entre 1995 e 2012 revelou 10 artigos relatando sobre implantes de diâmetro < 3 mm (Categoria 1), 12 artigos relatando sobre implantes com diâmetros de 3 a 3,25 mm (Categoria 2) e 16 artigos relatando sobre implantes de diâmetro de 3,3 a 3,5 mm (Categoria 3). A qualidade dos estudos foi, na maior parte, baixa, com alto risco de ser tendenciosa. Os implantes dentários < 3,0 mm (mini-implantes) eram de peça única nos arcos desdentados e na região frontal sem carga com taxa de sobrevivência entre 90,9% e 100%. Para os implantes com diâmetro entre 3,0 e 3,25 mm, a maioria era de implantes de duas peças inseridos em espaços dentais pequenos, sem carga e na região frontal. A taxa de sobrevivência destes implantes estava em torno de 93,8% e 100%. Implantes de 3,3 a 3,5 mm eram de duas peças e também foram usados na região de carregamento posterior. A taxa de sobrevivência estava entre 88,9% e 100% e a taxa de sucesso variou entre 91,4% e 97,6%. Uma meta-análise foi conduzida para IDR (3,3 a 3,5 mm) e não mostrou diferença significativa na taxa de sobrevivência comparada aos implantes convencionais, com probabilidade de 1,16 (0,7 a 1,69). Conclusões: Implantes de diâmetro reduzido entre 3,3 a 3,5 mm estão bem documentados em todas as indicações incluindo regiões de carregamento posterior. Implantes menores, de 3,0 a 3,25 mm de diâmetro, estão bem documentados somente para dentes unitários em regiões sem carregamento. Mini-implantes < 3,0 mm de diâmetro somente são documentados para arcos desdentados e em dentes unitários em regiões sem carregamento e a taxa de sucesso não está disponível. Há falta de períodos de acompanhamento > 1 ano e, também, de informação sobre fatores de risco específicos do paciente (bruxismo, tipo de restauração). Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:145-155.
Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2014;29 (Suppl):43-54. doi: 10.11607/jomi.2014suppl.g1.3.