Resultado Estético Após a Colocação Imediata de Implantes na Maxila Anterior: Uma Revisão Sistemática

Propósito: Os objetivos desta revisão sistemática são (1) estimar quantitativamente os resultados estéticos de implantes em locais pós-extração e (2) avaliar a influência de procedimentos de enxertos simultâneos nestes resultados. Materiais e métodos: Pesquisas eletrônicas e manuais da literatura odontológica foram feitas para coletar informações sobre os resultados estéticos baseados no critério objetivo com implantes colocados depois da extração dos dentes anteriores e pré-molares maxilares. Todos os níveis de exigência foram aceitos (um estudo de série de casos requer um mínimo de 5 casos). Resultados: dos 1686 títulos, foram avaliados 114 em texto completo e 50 registros incluídos para extração dos dados. Os artigos incluídos relataram um implante unitário adjacente a um dente natural, sem estudos sobre perdas dentárias múltiplas identificados (6 experimentos controlados aleatoriamente, 6 estudos do tipo coorte, 5 estudos transversais e 33 estudos de série de casos). Foi encontrada considerável heterogeneidade nos projetos dos estudos. Não foi possível fazer meta-análise dos estudos controlados. A evidência disponível sugere que o resultado estético, determinado pelo índice de estética (predominantemente a pontuação da estética rosa), e as alterações posicionais da mucosa peri-implantar podem ser encontrados na colocação de implantes unitários colocados pós-extração. A colocação imediata de implante (tipo 1), entretanto, está associada com uma maior variabilidade em resultados e mais alta frequência de recessão > 1 mm da mucosa médio-vestibular (oito estudos; variação de 9% a 41% e média de 26% dos locais, 1 a 3 anos depois da colocação) comparadas com a colocação de implante precoce (tipo 2 e 3) (2 estudos; nenhum local com recessão > 1 mm). Em dois estudos retrospectivos de colocação imediata com enxerto ósseo (tipo 1), a parede vestibular óssea não foi detectável em TCCB (tomografia computadorizada cone beam). em 36% e 57% dos locais. Estes locais tiveram mais recessão da mucosa médio-vestibular do que os locais com osso vestibular detectável. Dois estudos de colocação precoce de implantes (tipos 2 e 3) combinados com enxerto ósseo simultâneo com ROG (aumento do contorno) demonstraram uma frequência mais alta (acima de 90%) de parede visível na TCCB. Os estudos recentes de colocação imediata (tipo 1) impuseram critérios de seleção específicos, incluindo biótipo tecidual espesso, parede vestibular do alvéolo intacta para reduzir o risco estético. Não existe um critério de seleção específico para a colocação de implante precoce (tipo 2 e 3). Conclusões: Resultados estéticos aceitáveis podem ser obtidos com implantes colocados depois da extração dos dentes na maxila anterior e áreas de pré-molares. A recessão da mucosa médio-vestibular é um risco com a colocação imediata (tipo 1). São necessárias mais pesquisas para investigar os biomateriais mais adequados para a reconstrução do osso vestibular e o relacionamento entre a estabilidade da mucosa a longo prazo e a presença/ausência de osso vestibular e a posição da crista óssea vestibular. Int JK Oral Maxillofac Implants –
edição em português 2016;1:156-185.
Referência original: Int JK Oral Maxillofac Implants 2014; 29 (suppl): 186-215. Doi:10.11607/jomi. 2014 suppl.g3.3.