Resistência à Fratura de Coroas Totalmente Cerâmicas Monolíticas em Pilares de Implantes de Titânio


Objetivo: A resistência à fratura de coroas totalmente cerâmicas cimentadas em pilares de implante de titânio pode variar dependendo dos materiais da coroa e agentes de cimentação. O objetivo deste estudo foi examinar diferenças na resistência à fratura entre coroas cimentadas em pilares de implante utilizando coroas feitas de sete diferentes materiais cerâmicos monolíticos e cinco diferentes agentes de cimentação. Materiais e Métodos: No total, 525 coroas (75 de cada material, Vita Mark II, cerâmica feldspática [CFS]; Ivoclar Empress CAD, cerâmica vítrea reforçada com leucita [CVLr]; Ivoclar e.max CAD dissilicato de lítio [DSLi]; Vita Suprinity, cerâmica pré-sinterizada de silicato de lítio reforçada com zircônia [PSSLZir]; Vita Enamic, cerâmica feldspática de estrutura fina reforçada com polímero [FEFPol]; Lava Ultimate, resina nanocerâmica [ResNC]; Celtra Duo, cerâmica de silicato de lítio reforçada com zircônia completamente cristalizada [CCSLZir] foram fresadas utilizando um sistema CAD/CAM. As superfícies internas das coroas foram condicionadas e silanizadas. Os pilares de implantes de titânio foram fixados em análogos dos implantes e foi usado jateamento na superfície exterior específica de adesão (Al2O3, 50 μm). Em seguida, os pilares foram desengordurados e silanizados. As coroas foram cimentadas nos pilares dos implantes utilizando-se cinco agentes de cimentação (Multilink Implant, Variolink II, RelyX Unicem, GC FujiCEM, Panavia 2.0). Após termociclagem por 5.000 ciclos (5 a 55°C, tempo de permanência de 30 segundos), as coroas foram submetidas ao teste de resistência à fratura sob carga estática utilizando uma máquina universal de ensaios. A análise estatística foi realizada utilizando-se análise de variância (α = ,0002) e correção de Bonferroni. Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas entre os agentes de cimentação utilizando-se os diferentes materiais cerâmicos. Os materiais cerâmicos DSLi, PSSLZir, FEFPol e ResNC mostraram valores de resistência à fratura significativamente mais altos comparados com CFS, CCSLZir e CVLr. O PSSLZir, especialmente, mostrou resultados significativamente melhores. Conclusão: Dentre as limitações deste estudo, a resistência à fratura não foi diferentemente afetada pelos vários agentes de cimentação. Entretanto, a resistência à fratura foi significativamente mais alta para as cerâmicas PSSLZir, FEFPol, ResNC e DSLi que para as cerâmicas CFS, CVLr e CCSLZir utilizando os agentes de cimentação testados.