Relação Entre A Estabilidade Primária e A Perda da Crista Óssea de Implantes Colocados Com Torque de Inserção Elevado: Um Estudo Prospectivo de Três Anos


Objetivos: Foram expressas preocupações sobre a possibilidade de torque de inserção elevado (TI) causando necrose, perda de osseointegração e perda da crista óssea ao longo do tempo. O presente estudo investigou a relação entre a estabilidade primária e o sucesso do implante, incluindo a manutenção precoce e tardia dos níveis das cristas ósseas. Materiais e Métodos: Os implantes foram colocados em pacientes em três centros de estudo. Todos os esforços foram feitos para alcançar a estabilidade primária mais alta possível, que foi medida com TI e quociente de estabilidade de implante (QEI). Foram registrados o TI e o QEI na inserção e reabertura (3 a 4 meses), bem como os níveis ósseos em vários momentos. As correlações entre TI, QEI e perda da crista óssea imediata e de 3 anos foram investigadas através de análises de regressão linear. Resultados: A média de TI foi de 76,1 ± 20,8 Ncm, enquanto a média do QEI foi de 80,4 ± 8,4. A taxa de sucesso do implante aos 36 meses foi de 98,6%. A perda da crista óssea em torno da maioria dos implantes (41,0%) variou de 0,05 a 0,5 mm. Nenhum dos implantes osseointegrados apresentou perda da crista óssea superior a 2,5 mm. A análise de regressão linear não mostrou correlação entre a perda da crista óssea precoce ou em 3 anos e o TI, QEI na cirurgia e QEI na reabertura. Conclusão: Os implantes estudados evitaram quaisquer efeitos negativos decorrentes dos valores de TI elevados (> 50 Ncm) aplicados, durante os 3 anos de acompanhamento.