Reconstrução Total de Maxila Atrófica com Enxertos Ósseos Intraorais e Biomateriais: Estudo Clínico Prospectivo com Validação por Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico


Propósito: Obter uma validação preliminar com tomografia computadorizada Cone Beam (CTCB) do uso combinado de blocos ósseos intraorais e biomateriais para a reconstrução da maxila atrófica. Materiais e Métodos: Casos consecutivos de edentulismo total da maxila (Classes IV e V de Cawood e Howell) tratados com elevação bilateral de seio maxilar, enxertos ósseos em blocos mandibulares e biomateriais foram avaliados prospectivamente. Foram colocados implantes 14 a 16 semanas depois dos enxertos. Cada paciente fez uma CTCB pré-operatoriamente, imediatamente após o enxerto e na cirurgia de reentrada. Uma reconstrução tridimensional da maxila com os cálculos volumétricos foi obtida para cada estágio. Resultados: Quatorze pacientes participaram. Em todos os casos ocorreu a integração bem-sucedida do enxerto, sem grandes complicações. O volume médio pré-operatório era de 11,312 mm2. O volume pós-operatório médio era de 19.997mm2 imediatamente depois da cirurgia e 19.042mm2 antes da colocação do implante. A porcentagem média de aumento volumétrico entre a condição pré-operatória e a situação na reentrada cirúrgica foi de 71.99%. Cento e oito implantes foram colocados. Carga imediata foi possível em 81 implantes em 10 pacientes. Conclusões: A reabilitação da maxila severamente absorvida permanece um grande desafio. Os resultados deste estudo sugerem que o uso de blocos ósseos em combinação com biomateriais é um procedimento confiável e efetivo para a reabilitação de maxilas severamente reabsorvidas. O aumento significativo de volume e a estabilidade adequada das áreas enxertadas na reentrada cirúrgica foram confirmadas com análise CTCB. O osso enxertado ofereceu suporte mecânico suficiente para permitir a provisionalização e carga imediata. Esta técnica possibilitou restaurar a função e a estética com reabilitações fixas em 4 meses. Int J Oral, Maxillofac Implants 2013;28:241-251. Doi 10.11607/jomi2405.