Reabilitação de Maxilar Superior Sem Enxerto Ósseo, com Implantes Dentários com Carga Imediata ou Tardia – Parte II: Alteração a Partir de uma Dentição Superior Comprometida


Objetivo: Comparar a sobrevida a longo prazo e a perda óssea marginal de implantes anteriores imediatos na maxila sem enxerto ósseo submetidos à carga imediata vs tardia. Materiais e Métodos: Reabilitação total maxilar sem enxerto foi realizada em um total de 362 pacientes nos anos de 2004 a 2013 (1797 implantes). Dos 240 pacientes com implantes imediatos substituindo a dentição maxilar deficiente, 81% foram submetidos à carga imediata e 19% à carga tardia dos seus 4 a 6 implantes anteriores (980 e 235 implantes, respectivamente). Estimativas de sobrevida Kaplan-Meier foram realizadas e perda óssea marginal foi avaliada em uma amostra randomizada estratificada de 20 pacientes por grupo. Resultados: Trinta e um de 1215 implantes falharam no período médio de observação de 3,9 anos e nenhuma diferença nas estimativas de sobrevida de 8 anos foi observada entre os protocolos de carga imediata (97,6% [95% IC: 96,7 a 98,6]) e tardia (96,6% [95% IC: 94,3 a 98,9]) (P = 0,359). Não houve diferença significativa entre os grupos para a reabsorção óssea marginal média após instalação do implante (1,5 ± 1,7 mm vs 0,7 ± 1,1 mm, P = 0,379); no entanto, foi significativamente associada com um número reduzido de implantes (P = 0,017) e histórico de doença periodontal (P < 0,001). Conclusão: A carga imediata de implantes anteriores apresenta resultados satisfatórios em paciente sem enxerto ósseo prévio de uma dentição maxilar deficiente para uma reabilitação total sobre implante e, sendo assim, pode ser favorável sobre conceitos de carga tardia.