Reabilitação da Maxila Posterior Atrófica Usando Implantes Curtos Ferulizados ou Aumento de Seio Maxilar Com Implantes de Comprimento Padrão: Um Estudo Coorte Retrospectivo


Objetivo: Comparar retrospectivamente implantes curtos (6 a 8 mm) (grupo curto) com implantes de comprimento padrão (≥ 11 mm) instalados em combinação com um procedimento de levantamento do seio maxilar (grupo sinusal), suportando próteses fixas parciais em região posterior da maxila atrófica. Materiais e Métodos: Foram selecionados, em duas clínicas particulares, entre janeiro de 2009 e dezembro de 2011, registros de 118 pacientes que possuíam implantes modificados com flúor na região posterior da maxila atrófica. De dois a quatro implantes foram instalados em cada paciente e a carga realizada de após 5 a 6 meses submetidos à carga com próteses parciais fixas. Estes pacientes foram acompanhados durante pelo menos 3 anos após a instalação do implante. Os pacientes foram informados e convidados para exames clínicos e radiográficos de acompanhamento. Os desfechos dos resultados foram: fracassos de implantes, complicações, parâmetros em tecidos moles e os níveis ósseo marginal. Foram utilizados teste de Fisher e testes t não pareados para comparar as proporções e as médias com nível de significância 0,05. Resultados: No total de 101 pacientes atendidos nos exames: 53 (112 implantes) no grupo sinusal e 48 (109 implantes) no grupo curto. O período de observação médio foi de 47,03 ± 7,46 meses para o grupo sinusal e 44,18 ± 6,42 meses para o grupo curto. Dez complicações cirúrgicas ocorreram em nove pacientes do grupo sinusal contra apenas uma complicação no grupo curto; a diferença foi estatisticamente significativa (P = 0,01). Seis implantes falharam em cinco pacientes no grupo sinusal contra dois implantes em dois pacientes do grupo curto. No acompanhamento, a média de perda óssea marginal foi de 0,64 ± 0,58 mm no grupo sinusal contra 0,48 ± 0,5 mm no grupo curto. Não foram observadas diferenças significativas em termos de falhas do implante, complicações protéticas, parâmetros de tecido de mole ou perda óssea marginal entre os dois grupos. Conclusão: Dentro das limitações deste estudo, as duas técnicas mostraram resultados semelhantes a médio prazo, mas os implantes curtos forneciam maiores vantagens em termos do número reduzido de complicações cirúrgicas.