Reabilitação com Implantes em Maxilas Extremamente Atróficas (Tipo VI de Cawood) com Reposicionamento Inferior de Le Fort I e Enxertos Autógenos de Bloco Ilíaco: Um Estudo de 4 Anos de Acompanhamento

Objetivo: O objetivo deste estudo retrospectivo de acompanhamento de quatro anos foi investigar os desfechos do tratamento, incluindo a taxa de sobrevivência do implante e a perda óssea marginal, em pacientes com padrão de atrofia do tipo VI de Cawood, submetidos ao reposicionamento inferior de Le Fort I e aumentos com bloco ilíaco para a reabilitação com implantes. Materiais e Métodos: Pacientes classe III edêntulos e retrognatas com reabsorção maxilar severa (Cawood VI) foram recrutados. Os procedimentos reconstrutivos realizados incluíram osteotomia maxilar Le Fort I, enxerto de bloco ilíaco, sulcoplastias labiais e instalação de implantes dentários. Radiografias panorâmicas foram utilizadas para avaliar a perda óssea marginal. Os sistemas de implantes dentários Nobel Biocare Replace e GMI Frontier e próteses parciais fixas foram utilizados para a reabilitação dental. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software estatístico NCSS 2007, com significância definida em P <0,05. Resultados: Dez pacientes (seis homens e quatro mulheres) com idade média de 50,4 ± 12,55 anos foram submetidos à osteotomia maxilar (avanço: 9 ± 1,4 mm, reposicionamento inferior: 8 ± 1,0 mm) e enxerto sanduíche de bloco ilíaco (ilíaco posterior: n = 3; ilíaco anterior: n = 7) de 2009 a 2015. Nove pacientes foram tratados com um protocolo de duas etapas. O período médio de cicatrização do enxerto foi de 5,9 ± 0,73 meses. Um total de 98 implantes foi instalado, 80 em maxilas e 18 em mandíbulas. O sistema Nobel Biocare Replace foi utilizado em dois pacientes (n = 29 implantes) e o sistema GMI Frontier foi utilizado em oito pacientes (n = 69 implantes). Os números de implantes na maxila foram: 6 implantes em 2 pacientes, 8 implantes em 6 pacientes e 10 implantes em 2 pacientes. O tempo médio de acompanhamento foi de 47,8 ± 3,4 meses. A taxa de sucesso foi de 93,75%, com uma taxa de falha de 6,25% (n = 9 implantes) em um acompanhamento de 4 anos. A reabsorção óssea marginal foi 1,8 ± 1,0 mm no 1º ano de pós-operatório e 3,75 ± 0,85 mm no 4º ano de pós-operatório. A reabsorção marginal no grupo de 8 implantes foi maior do que no grupo de 6 implantes e no grupo de 10 implantes no 1 ºano de pós-operatório (P = 0,045, P = 0,026, P <0,05, respectivamente). Conclusão: A osteotomia Le Fort I simultânea ao enxerto de bloco ilíaco (reposicionamento inferior) é uma opção valiosa para a reabilitação com implantes em maxilas extremamente atróficas (Cawood VI). Ela mostrou uma alta taxa de sobrevivência (93,75%) após os 4 anos de acompanhamento deste estudo.