Problemas com o Tecido: Como Tratar a Peri-implantite

 objetivo dessa revisão foi explorar a literatura atual sobre as tendências e modalidades de tratamentos específicas para manejar a peri-implantite. Esta segue uma revisão anterior nessa série que comentou sobre a prevalência e etiologia da peri-implantite focando no que fazer quando tecidos peri-implantares foram danificados e perdidos devido à patologia.1 A prevenção e manutenção regulares, tanto pelo paciente como pelo dentista, permanecem como o pilar principal do manejo da saúde de tecido peri-implantar (Jespen et al, 2015). Mas quais terapias ideais estão disponíveis quando a saúde do tecido foi comprometida e ocorreu destruição do suporte ósseo?

Enquanto a terapia de implantes aproveita altos níveis de sucesso, todos os clínicos têm e terão de enfrentar os desafios de como administrar aquelas temidas roscas expostas. Quando confrontados com as consequências e sequelas da perda de tecido, que escolhas o clínico tem para salvar esse implante em dificuldade, evitando a falha total, em um esforço para manter o tecido remanescente e talvez até mesmo restaurá-lo? Em revisão, a literatura atual está repleta de uma variedade de estudos enfrentando esse problema com o tecido e divididos basicamente entre técnicas cirúrgicas e não cirúrgicas. Abordar a causa, seja excesso de cimento, biofilme ou sobrecarga protética, é um dos lados de qualquer espectro de tratamento, mas muitas vezes é necessária uma intervenção adicional para evitar mais danos e para tentar regenerar os tecidos perdidos. A maior parte dos clínicos experimentou o dilema da superfície rugosa do implante, a qual, uma vez exposta com a perda do tecido queratinizado adjunto, potencializa mais destruição, tornando o controle higiênico particularmente desafiador e afetando negativamente a estética. O resultado ideal de qualquer procedimento, portanto, parece ser o de substituir o tecido e, se isso não for possível, modificar a interface do tecido de modo a facilitar a higiene fácil e manutenção futura. Em sua revisão sistemática, Mahato et al. (2016) exploraram os méritos da intervenção cirúrgica e não cirúrgica para o tratamento da peri-implantite. Eles alertaram que, embora não haja recomendação específica para tratamento, a intervenção cirúrgica com modificação da superfície do implante, ressecção do tecido afetado e regeneração tiveram um resultado mais favorável do que as técnicas não cirúrgicas sozinhas. Os procedimentos não cirúrgicos incluíram debridamento mecânico com curetas e terapias com laser e antibiótico e não foram tão eficazes sem intervenção cirúrgica e regenerativa de ressecção adicional para eliminar a bolsa.