Precisão de Radiografias Digitais Versus Radiografias Periapicais Convencionais para Detectar Desajustes na Interface Implante-Pilar


Objetivo: O desajuste é um fator de risco para a reabilitação com implantes e sua detecção é de fundamental importância para o sucesso do tratamento. O uso de imagens radiográficas adequadas é indispensável para um bom prognóstico. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia de radiografias convencionais e digitais para a detecção da desadaptação na interface implante-pilar. Materiais e Métodos: A radiografia convencional e digital (processamento manual e automático) foi realizada em sete amostras, cada uma com um desajuste vertical diferente entre o pilar e a plataforma do implante. Microscopia eletrônica de varredura foi utilizada para confirmar o desajuste e para medi-lo. Cinco radiologistas dentários avaliaram as radiografias independentemente e às cegas. O kappa de Cohen com ponderação linear foi calculado para determinar a concordância interexaminador e intraexaminador. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o teste Q de Cochran e a curva característica de operação do receptor (COR). Resultados: A análise interexaminador mostrou que o valor de kappa era igual a 0,74, enquanto que o valor médio de kappa na avaliação de intraexaminador era de 0,90. A imagem digital mostrou a maior área no gráfico COR e as imagens convencionais com processamento manual mostraram a menor área. As imagens obtidas através de radiografia convencional com processamento manual e automático apresentaram diferenças estatisticamente significativas em relação à medida do padrão-ouro (P <0,05). Conclusão: A imagem digital pode ser usada para avaliar o desajuste na interface implante-pilar. Os sistemas convencionais de imagem radiográfica não fornecem informação suficiente para avaliar o desajuste na interface implante-pilar.