O Impacto do Formato de Implantes, Tamanho do Defeito e Tipo de Supraestrutura na Acessibilidade de Abordagens não Cirúrgicas e Cirúrgicas para o Tratamento de Peri-implantite

Objetivo: O sucesso dos tratamentos não cirúrgicos ou cirúrgicos da peri-implantite é imprevisível, muitas vezes sem uma razão clara. O objetivo deste estudo foi investigar a eficácia da limpeza não cirúrgica e cirúrgica, com foco no impacto do desenho do implante, tamanho do defeito, tipo de supraestrutura e experiência do operador. Materiais e Métodos: Os implantes cônicos e retos foram revestidos com um material semelhante a um biofilme e colocados em defeitos rasos/profundos em um modelo de mandíbula artificial. O tratamento foi feito por três operadores e incluiu pilares de cicatrização ou coroas como supraestruturas. A análise foi feita usando estereomicroscopia e o software ImageJ. Resultados: O tratamento não cirúrgico de defeitos de peri-implantite foi ineficiente na remoção de todas as áreas de biofilme, independentemente da profundidade do defeito. O tipo de implante, a experiência do operador ou o tipo de supraestrutura não tiveram um impacto significativo. O tratamento cirúrgico foi mais eficiente do que uma abordagem não cirúrgica em relação aos resíduos de biofilme. No entanto, a abordagem cirúrgica não conseguiu limpar a porção apical da parte exposta dos implantes. Conclusão: O tratamento não cirúrgico e cirúrgico foram ineficazes na limpeza da porção exposta de implantes com peri-implantite. O tratamento da peri-implantite deve, portanto, incluir outras abordagens, como as modalidades químicas ou biológicas.