O Efeito da Distância Interimplantar Sobre as Mudanças Dimensionais de Tecidos Ósseo e Mole Peri-Implantares: Um Estudo Prospectivo Não Randomizado de 2 Anos de Acompanhamento


Objetivo: Avaliar prospectivamente mudanças dimensionais de tecidos ósseo e mole peri-implantares ao redor de implantes adjacentes instalados em distâncias horizontais entre implantes diferentes. Materiais e Métodos: Trinta pacientes parcialmente edêntulos, que foram submetidos à reabilitação com duas coroas suportadas por implantes adjacentes como parte de seus planos de tratamento, foram atribuídos a três grupos baseados em suas necessidades protéticas. Pacientes no grupo A (10 pacientes, 20 implantes) prestes a receber dois implantes posicionados a 2 mm de distância, pacientes no grupos B (10 pacientes, 20 implantes) prestes a receber dois implantes posicionados a 3 mm de distância e pacientes no grupo C (10 pacientes, 20 implantes) prestes a receber dois implantes posicionados a uma distância de > 4 mm de acordo com suas necessidades protéticas. Todos os pacientes receberam restaurações de coroa unitária após 3 meses. Exames clínicos foram realizados no momento da instalação da coroa (T3), seis meses (T6), 12 meses (T12) e 24 meses (T24) após a instalação do implante. Níveis ósseos peri-implantares foram avaliados através de radiografias no momento da instalação do implante (T0) e em T3, T12 e T24. Resultados: Um paciente do grupo C não retornou para exames de acompanhamento após a instalação dos implantes. A distância entre implantes média (± desvio padrão) foi de 1,97 ± 0,44 mm para implantes no grupo A, 3,12 ± 0,15 mm para implantes no grupo B e 5,3 ± 0,64 mm para implantes no grupo C. Para o grupo A, a perda óssea marginal média foi de 0,29 ± 0,51 mm no intervalo T0–T3, 0,31 ± 0,36 mm no intervalo T0–T12 e 0,27 ± 0,33 mm no intervalo T0–T24. Para o grupo B, a perda óssea marginal média foi de 0,16 ± 0,29 mm no intervalo T0–T3, 0,20 ± 0,28 mm no intervalo T0–T12 e 0,23 ± 0,28 mm no intervalo T0–T24. Para o grupo C, a perda óssea marginal média foi de 0,51 ± 0,84 mm no intervalo T0-T3, 0,45 ± 0,72 mm no intervalo T0–T12 e 0,44 ± 0,74 mm no intervalo T0–T24. Para o grupo A, a perda óssea proximal mediana média foi de 0,33 ± 0,50 mm no intervalo T0–T3, 0,45 ± 0,35 mm no intervalo T0–T12 e 0,40 ± 0,32 mm no intervalo T0–T24. Para o grupo B, a perda proximal mediana média foi de 0,31 ± 0,37 mm no intervalo T0–T3, 0,32 ± 0,39 mm no intervalo T0–T12 e 0,33 ± 0,42 mm no intervalo T0–T24. Para o grupo C, a perda proximal mediana média foi de 0,40 ± 0,44 mm no intervalo T0–T3 e 0,41 ± 0,50 mm em ambos os intervalos T0–T12 e T0–T24. Não houve diferenças estatisticamente significativas em perda de crista óssea marginal e proximal mediana entre os grupos diferentes em qualquer momento. Conclusão: O estudo falhou em suportar a hipótese de que a distância horizontal entre implantes possui efeito em mudanças dimensionais de tecidos ósseo e mole peri-implantares para implantes com uma conexão de interface implante-pilar cônica e características de modificação de plataforma.