O alto nível de colesterol total é um fator de risco para a falha de implantes dentários ou de enxertos ósseos? Um estudo de coorte retrospectivo em 227 pacientes


Objetivo: Este estudo tem por objetivo verificar o efeito da hipercolesterolemia no insucesso dos implantes e enxertos ósseos.
Material e métodos: Um estudo de coorte retrospectivo foi conduzido com 268 pacientes sequenciais agendados para cirurgia de implante e enxerto ósseo sob sedação consciente em um consultório particular. A contagem dos níveis séricos de colesterol total (CT) foi obtida através de exames de sangue antes da cirurgia. Os pacientes foram divididos em dois grupos: TC < 200 mg/dl e TC > 200 mg/dl. Foi feito um acompanhamento de 6 meses de pós-carga dos pacientes programados para implantes e enxerto ósseo. Os desfechos considerados foram implantes falhos (remoção) e infecção/falha do enxerto. O efeito do colesterol sobre a falha precoce de implantes e enxertos foi investigado de acordo com um modelo de regressão logística.
Resultados: Duzentos e vinte e sete pacientes atenderam aos critérios de inclusão; 139 tinham hipercolesterolemia. A taxa de falha pós-carga de implantes aos 6 meses foi 6,25% para o nível dos pacientes (2,00% no nível do implante). A taxa de infecção parcial ou total dos enxertos foi 10,2%. O CT elevado aumentou em 7,78 vezes a probabilidade de falha no enxerto (P = 0,047; 95% IC: -0,94 a 59,23), porém não teve influência sobre a probabilidade de falha do implante (P = 0,749; 95% IC: 0,28 a 2,49).
Conclusão: Os altos níveis de colesterol total sérico tendem a aumentar as taxas de insucesso do enxerto, mas não influenciam as falhas de implante.