Minimizando O Excesso De Cimento Em Restaurações Fixas Implantossuportadas Utilizando Uma Técnica De Réplica Extraoral: Um Estudo Longitudinal De 1 Ano


Objetivo: A cimentação de restaurações implantossuportadas apresentam dois grandes desafios: (1) minimizar o excesso de cimento (reduzindo o risco de peri-implantite), e (2) estabelecer uma retenção suficiente (reduzindo o risco de descimentação). Este estudo apresenta os primeiros dados sobre uma técnica de cimentação clínica que pode resolver ambos os problemas. Materiais e Métodos: Entre 2011 e 2013, 39 pacientes foram tratados com 52 implantes suportando 52 coroas individuais (CIs). Todas as restaurações foram cimentadas fora da boca usando réplicas feitas de resina e cimento de óxido de zinco. Todos os eventos de descimentação e o status de tecido mole peri-implantar foram avaliados e comparados com os de um grupo de 29 pacientes com 40 CIs convencionalmente cimentadas (controle). Resultados: No grupo experimental, após 12 meses, três casos haviam apresentado descimentação (7,69%) com 3 CIs (5,77%). No grupo controle, após 12 meses, nenhum caso de descimentação foi observado. Não houveram casos de peri-implantite detectados em nenhum dos grupos. Conclusão: Dentro das limitações deste estudo, os autores concluem que o uso de cimento de óxido de zinco, inicialmente, estabelece retenção suficiente de restaurações fixas implantossuportadas independente de técnicas de cimentação convencionais ou de réplica. Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:303-309. Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2015;30:1355-1361. Doi: 10.11607/jomi.3967.