Maxilares posteriores reabilitados com próteses parciais suportadas por implantes 4,0 x 4,0 mm ou mais longos: resultados de um ano pós-carga de um ensaio clínico randomizado multicêntrico controlado


Objetivo: Avaliar se implantes dentários de 4,0 x 4,0 mm poderiam ser uma alternativa a implantes com pelo menos 8,5 mm de comprimento, os quais foram instalados na região posterior dos maxilares na presença de volumes ósseos adequados.
Materiais e métodos: Cento e cinquenta pacientes com os maxilares posteriores (área de pré-molares e molares) apresentando pelo menos 12,5 mm de altura óssea acima do canal mandibular ou 11,5 mm abaixo do seio maxilar foram randomizados, de acordo com o delineamento de grupos paralelos, para receber de um a três implantes de 4,0 mm de comprimento ou de um a três implantes com pelo menos 8,5 mm de comprimento, em três centros. Todos os implantes possuíam diâmetro de 4,0 mm. Os implantes foram carregados após 4 meses com próteses definitivas aparafusadas. Os pacientes foram acompanhados por um período de um ano pós-carga onde foram avaliadas as falhas dos implantes e das próteses, quaisquer complicações e alterações do nível ósseo marginal peri-implantar.
Resultados: Setenta e cinco pacientes foram aleatoriamente alocados em cada grupo. Um paciente deixou o grupo de implantes longos depois de 4 meses de avaliação pós-carga. Até o primeiro ano, 3 pacientes perderam um implante de 4,0 mm em comparação com 2 pacientes que perderam um implante longo (diferença em proporção = 0,013; 95% IC: -0,058 até 0,087; P = 0,506). Todas as falhas ocorreram antes da carga. Os implantes falhos foram refeitos e a entrega de duas próteses em cada grupo foi adiada por alguns meses (diferença em proporção = 0,0004; 95% IC: -0,068 até 0,069; P = 0,685). Três pacientes com implantes curtos passaram por três complicações em comparação com dois pacientes com implantes longos (diferença em proporção = 0,013; 95% IC: -0,058 até 0,087; P = 0,506). Não houve diferenças estatisticamente significante em falha da prótese, falha de implantes e complicações. Pacientes com implantes curtos perderam em média 0,53 mm de osso peri-implantar e pacientes com implantes mais longos perderam 0,57 mm. Não houve diferenças estatisticamente significante nas alterações de nível ósseo até o primeiro ano entre implantes curtos e longos (diferença média = 0,038 mm; 95% IC: -0,068 até 0,138; P = 0,198).
Conclusões: Um ano após a carga, implantes com 4,0 mm de comprimento obtiveram resultados similares aos implantes com 8,5 mm de comprimento ou mais longos nos maxilares posteriores, embora dados de 5 a 10 anos pós-carga sejam necessários antes que quaisquer recomendações confiáveis possam ser dadas.