Uma nova abordagem de densificação óssea em preparo de osteotomia de implantes para aumentar a estabilidade biomecânica primária, a densidade mineral óssea e o contato osso-implante


É essencial ter volume e densidade óssea suficientes no local do implante de modo que se obtenha um
bom contato osso-implante e uma estabilidade primária, que são cruciais para a osseointegração. Recentemente foi
introduzida uma nova técnica de preparo de osteotomia que utiliza um método de preservação óssea que cria uma
camada de osso compactado ao longo da superfície da osteotomia. A hipótese deste estudo foi que esta nova técnica
aumentaria a estabilidade primária do implante, a densidade mineral óssea e a porcentagem de osso na superfície
do implante em comparação com a técnica de perfuração. Materiais e Métodos: Foram feitas 72 osteotomias em
amostras ósseas de platô tibial suíno utilizando três técnicas de preparo: perfuração padrão; extração óssea com uma
broca cônica multilaminada para fazer a perfuração; e densificação óssea com a mesma broca multilaminada girando
em uma direção invertida, que preservou e criou uma camada compactada de osso. O processo cirúrgico (aumento de
temperatura, força de perfuração e torque), a estabilidade mecânica durante a inserção e remoção de implantes de 4,1
mm e 6,0 mm de diâmetro (torque do implante e quociente de estabilidade) e a imagem óssea (microscopia eletrônica
de varredura, mensuração da densidade mineral óssea por microtomografia computadorizada e histomorfologia) foram
comparadas entre as três técnicas de preparo. Resultados: A densificação óssea aumentou significativamente os
torques de inserção e remoção em relação à perfuração padrão ou à perfuração de extração. Não foram observadas
diferenças significativas nas leituras de quociente de estabilidade de implantes ou aumentos de temperatura entre os
três grupos. Embora a mesma broca tenha sido utilizada para perfuração de extração e técnicas de densificação óssea,
os diâmetros de osteotomia de densificação óssea foram menores do que a perfuração de extração e osteotomias
padrão devido ao efeito de retorno da tensão elástica do osso criado. Os métodos de imagem documentaram uma
camada de aumento da densidade mineral óssea ao redor da periferia das osteotomias de densificação óssea. A
percentagem de osso na superfície do implante foi aumentada cerca de três vezes para os implantes preparados com
densificação óssea em comparação com a perfuração padrão. Conclusão: Este estudo confirmou a hipótese de que
a técnica de densificação óssea aumentaria a estabilidade primária, a densidade mineral óssea e a porcentagem de
osso na superfície do implante em comparação com a perfuração. Ao preservar o volume de osso, a hipótese é que o
processo de cicatrização será acelerado devido à matriz óssea, às células e aos bioquímicos que são mantidos in situ
e autoenxertados ao longo da superfície do local da osteotomia. A resposta de cicatrização requer um estudo adicional
in vivo.