Resultados Celulares, Casculares e Histomorfométricos do Enxerto de Seio Maxilar com Enxerto Alógeno Desidratado com Solvente versus Liofilizado: Uma Série de Casos Randomizados


O objetivo deste estudo foi comparar o aloenxerto humano desidratado com solvente (AHDS; Puro Allograft)
e o aloenxerto humano liofilizado (AHL; MinerOss) para determinar se o processo de preservação de osso alógeno
influencia na quantidade de partículas remanescentes e no osso recém-formado do enxerto do seio maxilar. Materiais
e Métodos: Indivíduos que necessitavam de levantamento de seio maxilar com altura de crista <5 mm foram incluídos
neste estudo. Os seios maxilares foram alocados aleatoriamente para serem enxertados com uma proporção 1:1 de
osso cortical e esponjoso, seja AHDS ou AHL. Em ambos os grupos, o material de enxerto foi misturado com enxerto
ósseo autógeno em proporção de 1:1. As análises morfológicas e histomorfométricas foram realizadas 6 meses
após o procedimento de enxerto. Resultados: Trinta e quatro participantes foram incluídos neste estudo. Todos
os indivíduos apresentaram características demográficas similares. Metade dos seios foi enxertada com AHDS; a
metade restante foi enxertada com AHL. A análise histomorfométrica das amostras, realizada através da biópsia dos
núcleos ósseos não mostrou diferença estatisticamente significativa entre os substitutos ósseos alógenos AHDS ou
AHL (P = 0,365), com um valor médio de 39,54% ± 0,05% e 31,96% ± 0,08% de tecido mineralizado para AHDS e
AHL, respectivamente. No entanto, obteve-se um valor médio ligeiramente superior das partículas remanescentes
para o AHL comparado com AHDS (18,91% ± 0,09% vs 8,65% ± 0,06%, respectivamente) embora a diferença não
tenha sido estatisticamente significativa. Além disso, o AHL demonstrou valores de osteoblastos, fibroblastos e células
inflamatórias estatisticamente significativamente maiores. Conclusão: Independentemente do subtipo do processo
de preservação, o material de enxerto ósseo alógeno em associação com osso autógeno, demonstrou ser eficaz para
o enxerto ósseo no seio maxilar por meio de comportamento celular, vascular e histomorfométrico. No entanto, o AHL
demonstrou maior celularidade em comparação com o AHDS, sugerindo atividade de renovação acelerada no último
material de enxerto.