Avaliação de Implantes Ultracurtos e Longos com Superfícies Microrrugosas: Resultados de um Estudo Prospectivo de 24 a 36 Meses

Objetivo: O objetivo deste estudo prospectivo foi estabelecer se os implantes ultracurtos são uma solução terapêutica confiável, avaliando o efeito na média de perda óssea crestal e avaliando suas taxas de sobrevivência e sucesso. Materiais e Métodos: Os pacientes foram tratados com implantes de 6, 9 e 11 mm de comprimento com superfícies jateadas e condicionadas com ácido em reabilitações protéticas parciais fixas. Os exames clínicos e radiográficos foram agendados anualmente. Os dados coletados incluíram o local de posicionamento do implante, comprimento e diâmetro do implante, a perda óssea peri-implantar (POPI) e as relações proporção clínicas e anatômicas coroa implante – C/I. Resultados: Foram implantados cento e onze implantes (6 mm de comprimento, 30,6%); dois implantes foram perdidos antes da carga. Durante o acompanhamento de 36 meses, nenhum outro implante foi perdido (taxa de sobrevida de 98,2%, 100% desde a aplicação da carga), no entanto quatro implantes não atingiram os critérios de sucesso devido à perda óssea crestal excessiva, resultando em uma taxa de sucesso de 94,6%, 96,3% desde a aplicação da carga. As taxas de sucesso e a perda óssea peri-implantar não foram significativamente diferentes entre os implantes com diferentes comprimentos. Não foi observada correlação entre o comprimento do implante e a reabsorção óssea. Conclusão: Os implantes de 6 mm de comprimento não mostraram resultados diferentes em comparação com implantes de 9 e 11 mm de comprimento. Eles podem ser considerados uma solução confiável para reabilitação de prótese sobre implante e uma opção terapêutica confiável e minimamente invasiva em áreas com reabsorção óssea grave.