Influência das Dimensões Mandibulares Posteriores na Microarquitetura dos Ossos Alveolares

Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar a influência das dimensões mandibulares posteriores (altura e largura em vários níveis) na microarquitetura do osso alveolar usando tomografia microcomputadorizada (micro-TC). Materiais e Métodos: Os indivíduos parcialmente edêntulos com um molar ausente foram incluídos no estudo. Uma biópsia óssea foi realizada no local para instalação de implante. Para cada paciente, as características morfológicas e da arquitetura alveolar foram analisadas usando tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) e micro-TC. Dois parâmetros para a altura (altura residual apico-coronal [RH] e altura residual do rebordo até o canal alveolar inferior [RHN]) e três para a largura vestíbulo-lingual (largura residual a 5 mm [RW1], a 10 mm [RW2] e a 15 mm [RW3]) foram determinados usando TCFC. Além disso, foram obtidos 10 parâmetros da micro-CT para determinar a microarquitetura. Os coeficientes de correlação produto-momento de Pearson foram calculados para examinar a correlação entre as variáveis morfológicas e da microarquitetura. Resultados: Foram encontradas correlações positivas significativas (P < 0,05) entre RH e fração volumétrica óssea (BV/TV) (rs = 0,34) e espessura trabecular (Tb.Th) (rs = 0,45). Observou-se uma correlação negativa significativa entre RH e a superfície específica do osso (BS/BV) (rs = –0,34). Uma forte correlação negativa significativa foi encontrada entre o espaçamento trabecular (Tb.Sp) e RW1 (rs = –0,42). Nenhuma das outras variáveis atingiu significância estatística. Conclusão: As dimensões mandibulares posteriores podem afetar as características da arquitetura óssea.