Influência da Cor do Pilar e da Espessura da Mucosa Sobre a Cor do Tecido Mole


Objetivo: Pilares de implante de zircônia (ZrO2) e de nitreto de titânio (TiN) foram introduzidos principalmente para fins estéticos, já que a cor cinza do titânio pode ser visível através dos tecidos da mucosa. Este estudo teve como objetivo avaliar se os pilares ZrO2 e TiN poderiam alcançar uma melhor estética em comparação com os pilares de titânio (Ti) com relação ao aspecto dos tecidos moles. Materiais e Métodos: Noventa pacientes foram incluídos no estudo. Cada paciente recebeu um implante (OsseoSpeed, Dentsply Implant System). Foi realizada uma técnica cirúrgica em duas fases. Seis meses depois, realizou-se a reentrada cirúrgica. Após 1 semana, foram confeccionadas restaurações provisórias nos implantes. Após 8 semanas, moldagens ao nível do implante foram tomadas e a espessura do tecido mole foi registrada, apresentando classificação como fino (≤ 2 mm) ou espesso (> 2 mm). Os pacientes foram alocados aleatoriamente em três grupos experimentais com base no tipo de pilar: (1) Ti, (2) TiN e (3) ZrO2. Após 15 semanas, as restaurações finais foram entregues. A área mucosa referente a cada pilar foi medida por cor usando um espectrofotômetro clínico (Easyshade, VITA); as medidas de cor das áreas contralaterais referentes aos dentes naturais foram realizadas ao mesmo tempo. Os dados foram recolhidos utilizando o sistema de cores da Comissão Internacional de l’Eclairage (CIE) L * a * b *, e foi calculado ΔE entre tecidos moles peri-implantares e contralaterais. Um limiar crítico de ΔE = 3,7 foi selecionado. O teste do qui-quadrado foi usado para identificar as diferenças estatísticas significativas em ΔE entre tecidos mucosos finos e espessos e entre o tipo de pilar. Resultados: Três pacientes foram perdidos no acompanhamento. Não foram observadas diferenças estatísticas significativas quanto ao tipo de pilar (P = 0,966). Diferenças estatísticas significativas em ΔE foram registradas entre os tecidos moles peri-implantares espessos e finos (P < 0,001). Apenas 2 dos 64 pacientes com tecidos moles espessos apresentaram um ΔE superior a 3,7: 1 no grupo TiN e 1 no grupo ZrO2. Todos os pacientes com tecidos moles finos relataram mudanças de cor que excederam o limite crítico. Conclusão: Os diferentes materiais do pilar mostraram resultados comparáveis em termos de influência na cor do tecido mole. Em relação à espessura do tecido mole peri-implantar, a influência dos pilares testados na cor do tecido mole tornou-se clinicamente relevante para valores.