Influência da Conexão Coroa-Implante na Preservação do Osso Peri-Implantar: Uma Análise Multifatorial Retrospectiva


Objetivo: Controlar a perda óssea marginal (POM) e sua progressão é crítico para preservar a saúde do tecido peri-implantar. Uma POM moderada durante o primeiro ano tem sido convencionalmente associada com sucesso clínico. No entanto, diferentes implantes estão associados com quantidades distintas de POM durante seu primeiro ano em função. Portanto, este estudo avaliou a POM no osso maxilar precoce ao redor de implantes com diferentes tipos de conexões pilar-implante e determinou o efeito de outros fatores clínicos na resposta tecidual. Materiais e Métodos: Duzentos e quarenta e seis implantes foram instalados em 101 pacientes com idade média de 54,43 anos. A POM ao redor de dois tipos diferentes de implante (conexão protética interna versus externa) foi avaliada após 6 e 18 meses de carga. Diferentes variáveis foram registradas para analisar sua influência nos parâmetros radiográficos usando um modelo linear geral para amostras complexas. Resultados: Aos 18 meses, POM variou de 0 a 3,56 mm; menos do que 1 mm foi perdido ao redor de 46,3% (mesial) e 40,2% (distal) dos implantes, enquanto nenhum osso foi perdido ao redor de 19,5% (mesial) e 19,9% (distal). A POM foi significativamente maior ao redor de conexões externas do que internas (0,714 vs 0,516 mm/ano, respectivamente). Idade, tabagismo e tipo de conexão estavam diretamente relacionados à POM mesial e distal após 6 e 18 meses de carga. Conclusão: O desenho do implante é um fator essencial para a POM peri-implantar. Idade e tabagismo também têm um papel importante na manutenção da estabilidade do osso peri-implantar. Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:310-316. 
Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2015;30:384-390. Doi: 10.11607/jomi.3804.