Incremento da Estabilidade de Implantes Fotofuncionalizados Instalados em Casos Comuns e Complexos: Um Estudo de Caso-Controle


Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar a taxa de desenvolvimento da estabilidade de implantes originais e fotofuncionalizados em casos simples e complexos. Materiais e Métodos: Quarenta e nove implantes (24 originais e 25 fotofuncionalizados) instalados em casos simples ou complexos (regeneração óssea guiada simultânea, elevação de seio maxilar, ou alvéolos de extração recentes) foram estudados. A fotofuncionalização foi realizada com ultravioleta (UV) no tratamento de implantes por 15 minutos usando um aparelho foto imediatamente antes da instalação e a produção de super hidrofilicidade foi confirmada. A estabilidade do implante foi avaliada pela mensuração do quociente de estabilidade do implante (QEI) na instalação (QEI1) e na cirurgia de dois estágios (QEI2). A taxa de desenvolvimento da estabilidade dos implantes foi avaliada calculando-se o índice de velocidade de osseointegração (OSI), definida como o aumento QEI por mês ([QEI2–QEI1]/tempo de cicatrização em meses). O percentual de osso de suporte remanescente na instalação foi avaliado clínica e radiograficamente. Resultados: A média OSI foi consideravelmente maior para os implantes fotofuncionalizados (3,7 ± 2,9) que para os implantes originais (0,0 ± 1,0). O OSI dos casos complexos foi de 4,2 ± 3,2 para implantes fotofuncionalizados e 0,2 ± 0,9 para os implantes no estado original. O OSI em casos com elevação do seio simultânea foi de 5,5 ± 3,5 para implantes fotofuncionalizados e 0,2 ± 1,1 para os implantes originais. Implantes fotofuncionalizados demonstraram valores significativamente mais altos de QEI2 que os implantes originais. Valores QEI2 de implantes fotofuncionalizados foram maiores que 60, independentemente da estabilidade primária e do suporte de osso remanescente na instalação. Na análise multivariada incluindo os efeitos da fotofuncionalização, idade e sexo dos pacientes, e o diâmetro e comprimento dos implantes, a fotofuncionalização demonstrou a maior influência no OSI para ambos os casos comuns e complexos, enquanto outros fatores influenciaram o OSI somente em certas condições. Conclusão: A fotofuncionalização acelerou a taxa e aumentou o nível final do incremento da estabilidade do implante comparado com os implantes originais, particularmente para implantes instalados em osso de qualidade inferior e outros casos complexos. A fotofuncionalização foi mais forte determinante da estabilidade do implante que todos os outros fatores relacionados aos implantes ou hospedeiros testados.