Implantes Extraorais para Ancorar Próteses Faciais: Avaliação do Sucesso e Taxas de Sobrevivência em Três Regiões Anatômicas


O objetivo deste estudo foi avaliar o sucesso e as taxas de sobrevivência de implantes extraorais
para a fixação de próteses faciais em três regiões anatômicas. Materiais e Métodos: Os indivíduos
foram pacientes consecutivos com defeitos faciais submetidos à implantação do implante pelo mesmo
cirurgião nas regiões orbital, nasal e auricular entre 2003 e 2012. Após um período mínimo de 4 meses de
osseointegração, as próteses foram instaladas aos implantes e os pacientes foram monitorados por 11 a 111
meses. A taxa de sucesso, o tempo de sobrevivência do implante e a ocorrência de radioterapia prévia foram
avaliados. A taxa de sobrevivência do implante foi estimada em função da região anatômica dos três grupos
(orbital, nasal ou auricular), e os intervalos de confiança foram calculados com análise de Kaplan-Meier
com α = 0,05. Resultados: Nos 138 implantes fixos de 68 pacientes, 48 apresentaram defeitos no orbital,
9 no nasal e 11 na região auricular. As taxas de sucesso e os tempos de sobrevivência foram de 95,9% e
8,6 anos para a região orbital, 92,9% e 2,8 anos para a nasal e 92% e 9,0 anos para a região auricular,
respectivamente. A taxa de sucesso dos implantes em regiões previamente irradiadas foi de 90,3% para
a orbital e 100% para a região auricular. Nenhum dos pacientes foi irradiado na região nasal. Conclusão:
Não foram observadas diferenças significativas no sucesso ou sobrevivência do implante em relação à
região anatômica ou irradiação anterior.