Expansão Tardia da Mandíbula Atrófica com Cirurgia Ultrassônica: Uma Série de Casos Clínicos e Histológicos


A expansão de rebordo é usada para alargar cristas estreitas com a altura adequada para a colocação do implante. Esta série de casos em humanos apresenta os resultados clínicos e histológicos de expansão tardia de mandíbulas com cirurgias realizadas por meio de ultrassom. Materiais e Métodos: Pacientes com largura de rebordo residual entre 2,3 e 4,1 mm na área coronal da mandíbula posterior foram incluídos no estudo. Em primeiro lugar, quatro corticotomias lineares foram realizadas com dispositivo cirúrgico ultrassônico. Quatro semanas mais tarde, foi realizada expansão óssea adequada com uma combinação de bisturis, cinzéis finos e osteótomos rosqueáveis que não comprometem a vascularização cortical, e foram inseridos dois implantes por rebordo. Eventuais lacunas foram preenchidas com biomaterial corticomedular suíno. Três meses após a colocação do implante, cicatrizadores foram instalados, e núcleos ósseos foram
coletados das áreas regeneradas para análise histológica. A largura da crista foi registrada em cada cirurgia. Resultados: O pós-operatório transcorreu sem intercorrências em todos os 32 pacientes (64 implantes) que participaram no estudo e a taxa de sucesso do implante foi 96,88% em 3 meses. O aumento médio da largura do rebordo foi 5,17 ± 0,86 mm. Os espécimes histológicos mostraram uma mistura de osso novo e partículas de biomateriais, assim como do osso recentemente formado. A histomorfometria demonstrou que 64% ± 3,1% da amostra era composta de osso recém-formado, 8% ± 0,8% era composta de espaços medulares, e 27% ± 2,6% compunham o biomaterial de enxerto residual. Conclusão: Este estudo mostrou que a expansão mandibular do rebordo usando uma técnica tardia de crista dividida por meio de cirurgia ultrassônica e associação com biomaterial levou a bom ganho ósseo horizontal, sem fraturas da tábua vestibular e uma alta taxa de sucesso do implante. Os espécimes histológicos mostraram osso recém formado e boa integração do biomaterial. Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:368-373. Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2015;30:144–149. doi: 10.11607/jomi.2753.