Expansão do Rebordo Mandibular Utilizando a Técnica de Segmentação Óssea Horizontal e Substituto Sintético para Osso: Uma Alternativa para o Enxerto de Osso em Bloco?


Objetivo: A largura óssea insuficiente dos maxilares edêntulos atróficos é um desafio para uma reabilitação oral de sucesso com implantes dentais osseointegrados. O objetivo deste estudo clínico foi avaliar a eficácia de um novo método de expansão do rebordo com segmentação sagital utilizando um novo equipamento cirúrgico (Sistema de Separação Óssea com Controle da Crista, Meisinger) e determinar se é necessário preencher a área de expansão com substituto ósseo para manter o volume do osso expandido. Materiais e Métodos: Durante um período de 3 anos, um estudo prospectivo foi realizado em 32 pacientes (59% mulheres, 41% homens). Todos os participantes necessitavam de implantes na mandíbula edêntula atrofiada lateralmente e foram tratados em um consultório particular em um hospital. O único critério de inclusão foi a espessura do rebordo mandibular entre 3 e 4 mm e altura do rebordo de pelo menos 11 mm. Expansão com segmentação horizontal da crista foi realizada simultaneamente com a instalação do implante. Em 17 das 32 arcadas, selecionadas alternadamente, as cristas expandidas foram preenchidas com um fosfato de cálcio bifásico (60% de hidroxiapatita e 40% de fosfato beta-tricálcio) substituto ósseo sintético (SBS 60/40). As outras 15 mandíbulas expandidas foram deixadas sem preenchimento. Todas as áreas foram recobertas com uma membrana de colágeno absorvível (Bio-Gide, Geistich). Os resultados foram analisados com os testes Mann-Whitney e Kruskal-Wallis (α = 0,05). Resultados: Houve uma diferença significativa (α = 0,02) entre os pacientes que receberam SBS 60/40 (17 casos) e aqueles que não receberam (15 casos). Os rebordos que receberam SBS 60/40 após a expansão não apresentaram reabsorção óssea. Conclusão: A expansão horizontal do rebordo é facilmente reproduzível. Neste estudo, em rebordos muito estreitos, a falta de um substituto ósseo resultou em uma reabsorção significativa de 3 a 4 mm de espessura da crista dental (5%), mesmo após a expansão. Um substituto ósseo deveria ser colocado para manter as paredes ósseas alveolares após a expansão. Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:136–141.
Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2014;29:135–140. doi: 10.11607/jomi.2201.