Estudo Retrospectivo de Implantes Pterigoides em Maxila Posterior Atrófica: Taxas de Sobrevivência de Implantes e Próteses acima de Três Anos


Propósito: Poucos estudos avaliaram a taxa de sobrevivência cumulativa de implantes colocados na região pterigoide no prazo médio. O objetivo deste estudo foi avaliar a taxa de sucesso de implantes pterigoides e próteses em pacientes tratados na região posterior maxilar atrófica. Materiais e Métodos: Um estudo retrospectivo foi feito de pacientes com maxila posterior atrófica reabilitados com implantes pterigoides entre 1999 e 2010 e acompanhados por pelo menos 36 meses depois de submeter os implantes a carga. Duas variáveis de resultados foram consideradas: sucesso do implante e sucesso da prótese. As seguintes variáveis foram registradas: sexo, idade, angulação de colocação do implante, número de tamanho dos implantes, reabilitação protética, perda óssea, data de entrega da prótese e a data do último acompanhamento. Um modelo estatístico foi utilizado para estimar a taxa de sobrevivência e o intervalo de confiança associado. Os dados foram analisados usando o método Kaplan-Meier e o teste log-rank para comparar as curvas de sobrevivência. Resultados: Um total de 238 implantes (172 anteriores e 66 pterigoides) foram colocados em 56 pacientes. A taxa de sobrevivência total do implante pterigoide no espaço de tempo de 3 anos foi 99%. A taxa de sobrevivência total das próteses neste intervalo de tempo de 3 anos foi de 97.7%. A perda óssea média ao redor dos implantes depois de 3 anos submetidos à carga foi 1.21 mm (variação, 0.31 a 1.75). Todos os pacientes estavam usando as próteses no último exame de acompanhamento. Conclusão: A colocação de implantes na região pterigoide é uma modalidade alternativa viável de tratamento para reabilitação de pacientes com maxila posterior atrófica. Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:186-191.
Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2015;30:378–383. Doi: 10.11607/jomi.3665.