Estudo Comparativo entre Células-Tronco Mesenquimais Derivadas da Medula Óssea e de Tecido Adiposo, Associadas a Enxerto Xenógeno, em Reconstruções Aposicionais: Estudo Histomorfométrico em Calvária de Coelho


Objetivo: Este estudo analisou o uso de células-tronco mesenquimais derivadas da medula óssea e células-tronco mesenquimais de tecido adiposo, associadas a enxerto xenógeno, em reconstruções aposicionais em calvária de coelho utilizando histomorfometria. Materiais e Métodos: Quinze coelhos da Nova Zelândia, pesando 3,5 a 4,0 kg e com idade entre 10 e 12 meses, foram divididos aleatoriamente em três grupos. Foram criadas situações de reconstrução óssea aposicional na calvária dos animais utilizando cilindros de titânio, munidos de tampões oclusivos do mesmo material. A decorticação óssea foi realizada para promover o sangramento. Dentro dos cilindros, apenas o xenoenxerto foi posicionado no grupo de controle (GC; n = 5); Xenoenxerto combinado com células-tronco mesenquimais derivadas de medula óssea foi posicionado no grupo 1 (G1; n = 5) e um xenoenxerto combinado com células-tronco mesenquimais adultas derivadas de tecido adiposo foi posicionado no grupo 2 (G2; n = 5). Após 56 dias, todos os coelhos foram eutanasiados, seus ossos parietais processados para análise histomorfométrica e os seguintes parâmetros avaliados: osso recém formado; partículas de enxerto residual; tecido mole; contato do titânio com osso vital, também chamado de nível de osseointegração; e o nível de volume ósseo contido dentro dos cilindros, ou volume ósseo interno. Resultados: O estudo histomorfométrico revelou o seguinte para GC, G1 e G2: osso recém formado 18,96% ± 9,00%, 27,88% ± 9,98% e 22,32% ± 7,45%; partículas de enxerto 28,43% ± 2,44%, 23,31% ± 3,11% e 27,58% ± 3,98%; tecido mole 52,61% ± 10,80%, 50,23% ± 8,72%, 49,90% ± 8,76%; contato do titânio com osso vital 4,98% ± 4,30%, 34,91% ± 7,82% e 20,87% ± 5,43% e volume ósseo interno 88,36% ± 25,97%, 98,73% ± 19,05% e 98,52% ± 19,87%, respectivamente. Não foram verificadas diferenças estatísticas entre os grupos de ossos recém-formados, partículas de enxerto residual, tecido mole e volume ósseo interno (P> 0,05). Conclusão: Em relação ao contato do titânio com osso vital, observou-se que o uso de células-tronco mesenquimais de medula óssea, quando comparado com as células-tronco mesenquimais adiposas, apresentou o maior nível de osseointegração e ambos obtiveram níveis superiores ao enxerto xenógeno aplicado individualmente.