Estabilidade Primária e Secundária de Implantes em Locais Pós-extração e Cicatrizados: Um Ensaio Clínico Controlado Randomizado

Objetivo: O objetivo deste ensaio clínico randomizado foi investigar as relações entre o torque de inserção, o quociente de estabilidade do implante (QEI) e a perda óssea da crista alveolar (PCO) de implantes instalados em alvéolos frescos, ou após 12 semanas de cicatrizados. Quarenta pacientes foram distribuídos aleatoriamente para um dos dois grupos e tiveram um implante instalado imediatamente (grupo teste, n = 20) ou 12 semanas após a extração (grupo controle, n = 20) na região de pré-molares ou molares. Para todos os implantes, foram registrados o torque de inserção e as pontuações de QEI na inserção e no momento da carga. Os pacientes foram acompanhados por até 12 meses. Resultados: O sucesso do implante foi de 100% em ambos os grupos. Não foram observadas diferenças quanto ao QEI na inserção e ao carregar. Uma correlação mais forte foi detectada entre o QEI no momento de inserção e o torque de inserção no grupo pós-extração (R = 0,83), do que no grupo cicatrizado (R = 0,39), enquanto o QEI no momento de inserção e aplicação da carga não mostrou correlação. A PCO aos 12 meses foi significativamente diferente entre os grupos teste (0,68 ± 0,43 mm) e controle (0,40 ± 0,26 mm, P = 0,02). Conclusão: O tempo de instalação do implante (imediato ou retardado) pode afetar a correlação entre o torque de inserção e o QEI na inserção com o QEI no momento da aplicação da carga. Enquanto o torque de inserção influencia o QEI na inserção, ele não afeta o QEI ao carregar por causa da osseointegração bem-sucedida. Implantes imediatos e tardios parecem ter QEI semelhante na inserção e no carregamento, mas diferentes PCO após 12 meses de acompanhamento por causa da remodelação óssea pós-extração.