Efeito do Laser de Baixa Potência na Cicatrização de Defeitos Ósseos Preenchidos com Osso Autógeno ou Vidro Bioativo: Estudo In Vivo

Objetivo: Este estudo avaliou o efeito da terapia com laser de baixa intensidade (TLBI) na cicatrização de defeitos
ósseos preenchidos com osso autógeno ou vidro bioativo. Materiais e Métodos: Um defeito de tamanho crítico
com 5 mm de diâmetro foi criado na calvária de 60 ratos machos adultos divididos em 6 grupos (n = 10): grupo
C (controle), grupo TLBI (TLBI – GaAlAs, comprimento de onda de 780 nm, potência de 100 mW, densidade de
energia de 210 J/cm2 por ponto durante 60 segundos/ponto, em cinco pontos, apenas uma vez, após criação do
defeito cirúrgico), grupo AB (osso autógeno), grupo AB + TLBI (osso autógeno + TLBI), grupo BG (vidro bioativo),
grupo BG + TLBI (vidro bioativo + TLBI). Todos os animais foram sacrificados aos 30 dias após a cirurgia. As
áreas de osso neoformado (AONF) e as áreas de remanescente de partículas (ARP) foram calculadas em relação
à área total (AT). Resultados: A maior média ± DP AONF foi observada para o grupo TLBI (47,67% ± 8,66%),
seguida pelos grupos AB + TLBI (30,98% ± 16,59%) e BG + TLBI (31,13% ± 16,98%). Houve diferença estatística
significativa em relação ao AONF entre o grupo C e os demais grupos, exceto para comparação com o grupo
BG (teste de Tukey, P > 0,05). Não houve diferença estatística significativa nos valores de AONF entre o grupo
AB e os outros grupos estudados (teste de Tukey, P > 0,05), grupo AB + TLBI e os grupos BG e BG + TLBI (teste
de Tukey, P > 0,05), e entre os grupos BG e BG + TLBI (teste de Tukey, P > 0,05). A maior média ± DP ARP foi
encontrada para o grupo BG (25,15% ± 4,82%), seguida pelo grupo BG + TLBI (17,06% ± 9,01%), e não houve
diferença significativa entre os grupos (teste t, P > 0,05). Conclusão: A TLBI, no presente protocolo de aplicação,
não aumentou a área de neoformação óssea quando associado a osso autógeno ou vidro bioativo.