Dois Desenhos Diferentes de Implantes e o Impacto dos Protocolos de Perfuração na Estabilidade Primária em Diferentes Diversidades Ósseas: Um Estudo Comparativo In Vitro

Objetivo: Conduzir um estudo de comparação in vitro sobre a estabilidade primária de dois diferentes desenhos
de implantes utilizados clinicamente. Materiais e métodos: Dezoito pares de osteotomia foram preparados
em amostras de osso fresco bovino. O implante controle era levemente cônico e foi colocado com o uso
de brocas cilíndricas. O implante teste tinha formato acentuadamente cônico e foi colocado usando brocas
cônicas. A densidade óssea nas áreas experimentais foi determinada em unidades Hounsfield (HUs) pelo
uso de tomografia computadorizada Cone Beam e software de imagens. Os implantes foram inseridos com
registro contínuo do torque de inserção. Os blocos de osso foram incluídos em gesso para que estivessem
firmemente fixados em dispositivo durante a medição. Foram tomadas as medidas da Análise da Frequência de
Ressonância (AFR). Uma força lateral de 15 Ncm foi aplicada ao transdutor de AFR e o deslocamento medido
em micrômetros. A constante de flexão (μm/N) foi calculada para cada medição. Resultados: Os implantes
teste demonstraram estatisticamente estabilidade primária significativamente maior que os implantes controle
em todos os parâmetros. Houve uma diferença marcante em deslocamento e constante de flexão em osso
de baixa densidade em favor do implante teste, mas não houve diferença óbvia em osso de alta densidade.
Conclusão: Nesse estudo, a instalação de implante com formato cônico utilizando brocas cônicas resultou
em maior estabilidade primária que o implante controle de formato levemente cônico instalado com brocas
cilíndricas. Os resultados indicam que os novos implantes podem funcionar particularmente bem em osso de
baixa densidade tal como maxila posterior. Entretanto, estudos clínicos são necessários para confirmar esse
achado. Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:209-213.
Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2015;30:564–568. doi: 10.11607/jomi.3903.