Divisão de Crista Alveolar e Implante Imediato com Cirurgia Piezoelétrica na Maxila Anterior

Objetivo: O objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia da técnica de divisão de rebordo no maxilar anterior usando cirurgia piezoelétrica para instalação imediata de implante. Resultados de estudos foram comparados com os de implantes instalados nos mesmos pacientes usando a técnica de perfuração tradicional. Materiais e Métodos: Dez pacientes receberam um total de 22 implantes no maxilar anterior, 11 dos quais foram tratados usando um procedimento de divisão de crista (grupo teste) e outros 11 usando o procedimento de perfuração tradicional (grupo de controle). Largura de crista (LC), nível ósseo de crista (NOC) / e quociente de estabilidade de implante (QEI) foram medidos em diferentes períodos no tempo. Os dados foram analisados e comparados entre os grupos usando análise de variância (ANOVA) e teste t de amostras pareadas em um nível de significância de 5%. Resultados: Para o grupo teste, o ganho em LC não foi estável no tempo pois em 6 meses após a cirurgia o LC perdeu um pouco do ganho inicial; contudo, o ganho real ainda era significativo. Seis meses após a cirurgia, o NOC estava similar para ambos os grupos. A perda óssea real nas faces mesial e a média de medições mesiais e distais não diferiam significativamente entre ambos os grupos. Valores de QEI cresceram bruscamente 3 meses após a cirurgia no grupo teste. Todos os implantes estavam de acordo com o critério de Albrektsson modificado (1989) para sucesso. Conclusão: Os resultados desse estudo suportam a eficácia e segurança da expansão de crista usando cirurgia piezoelétrica para inserção de implantes na maxila anterior. O modesto ganho real em largura óssea sugere que enxertos de tecido mole e duro adicionais possam ser necessárias, especialmente na zona estética. Os valores de QEI sugerem um período mínimo de cicatrização de 3 meses antes do carregamento de implantes que foram inseridos usando esse protocolo de divisão de rebordo.