Deslocamento de Restaurações Isoladas e Esplintadas Aparafusadas sobre Implantes com Conexões Internas Cônicas

Deslocamento variável do pilar pode afetar potencialmente os contatos proximais, a posição da borda incisal, ou oclusão de próteses implantossuportadas. Este estudo teve o objetivo de medir e comparar deslocamentos de restaurações isoladas e esplintadas, apertadas manualmente ou com torquímetro sobre implantes de conexão interna cônica. Materiais e Métodos: Um modelo estereolítico de resina foi impresso usando dados da tomografia computadorizada de um paciente com ausência dos primeiro e segundo molares inferiores
esquerdos. Dois implantes de 5.0 x 11-mm foram instalados na região edêntula usando um guia cirúrgico. Dois conjuntos de próteses (isoladas e esplintadas) aparafusadas com parafusos de ouro foram feitos indiretamente para se encaixarem no implante usando o modelo estereolítico representando o paciente. A posição axial das coroas relativas a uma localização fixa no modelo foi registrada após aperto manual usando a técnica de correlação de imagem tridimensional e software de correlação. Um par de câmeras de alta resolução proporcionou uma visão sincronizada do modelo durante o experimento. As posições relativas da coroa foram, novamente, registradas após aperto com torquímetro de 25 Ncm. Testes foram aleatoriamente repetidos três vezes para cada conjunto de coroas. Dados de deslocamento após o aperto por torque foram comparados usando uma analise de variância fatorial com o software JMP 9.0 (SAS) seguido por um teste de Tukey-Kramer (α = 0,05). Contatos interproximais foram avaliados usando uma folha de platina de 8 μm após aperto manual ou com torquímetro. Resultados: Deslocamentos de restaurações isoladas e esplintadas diferiram apenas em uma direção vestibular. As coroas esplintadas deslocaram significativamente mais do que as coroas isoladas. Diferenças perceptíveis foram observadas na folha de platina quando passada através dos contatos proximais após o aperto manual versus aperto com torquímetro. Conclusão: As diferenças entre aparafusar manualmente ou com torquímetro devem ser consideradas durante ajustes clínicos ou laboratoriais para evitar complicações funcionais e estéticas. Int J Oral Maxillofac Implants – edição em português 2016;1:400-404. Referência original: Int J Oral Maxillofac Implants 2014;29:1289-1292. Doi: 10.11607/jomi.3612.