Desfechos Clínicos de Implantes Dentários Unitários com Conexões Externas: Resultados Após 2 a 13 Anos


Objetivo: O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar a taxa de sobrevivência e a frequência de complicações associadas a implantes unitários e suas restaurações associadas. Materiais e Métodos: Um estudo retrospectivo de coorte foi realizado em pacientes que receberam implantes dentários entre 1997 e 2007. A coorte incluiu pacientes que tinham um implante unitário restaurado com próteses cimentadas ou aparafusadas e que estavam em função há mais de 2 anos. A taxa cumulativa de sobrevivência dos implantes e condições peri-implantares (perda óssea marginal, profundidade de bolsa e índices de placa gengival e de sangramento), assim como os requisitos de manutenção protética, foram avaliados. Estatísticas descritivas, teste de qui-quadrado, e modelos de regressão foram utilizados. Resultados: Setenta e três implantes foram instalados em 44 pacientes (32 mulheres, 12 homens; média de idade de 48 anos). Todos os implantes estavam disponíveis para o acompanhamento após 2 e 13 anos (média de acompanhamento de 60 meses). A taxa geral de sobrevivência dos implantes após 5 anos foi de 95,9% e a maioria das próteses (98,6%) permaneceu em função durante o período de observação. A frequência total de complicações foi 29,6% (4,3% inflamatória, 22,5% protética, 2,8% operatória). A média de perda óssea marginal peri-implantar foi de 1,8 mm. As condições dos tecidos moles peri-implantares, como os índices de placa e de sangramento e profundidade de bolsa, também foram satisfatórias. Contudo, a presença de inflamação foi associada significativamente à profundidade da bolsa e com a mucosa gengival queratinizada. A manutenção protética mais frequentemente realizada foi o reaperto de parafusos dos pilares protéticos (21%). Entretanto, todos os afrouxamentos de parafuso ocorreram em próteses retidas com parafusos de titânio e 92,9% das próteses tinham pilares do tipo UCLA. Conclusão: Os implantes e suas reconstruções protéticas avaliadas nesse estudo apresentaram excelentes taxas de sobrevivência. No entanto, houve elevada frequência de complicações protéticas associadas a parafusos de titânio e pilares UCLA calcináveis. Outros componentes protéticos podem ter resultados diferentes.