Considerações Clínicas do Protocolo de Perfuração Adaptado Através da Percepção da Qualidade Óssea

Objetivo: Avaliar o valor do torque de inserção (VTI) e a perda óssea marginal (POM) de um sistema de
implante após uma perfuração óssea clinicamente percebida através da qualidade do osso. Materiais e
Métodos: Este estudo retrospectivo multicêntrico incluiu pacientes tratados com implantes, carregados
convencionalmente, em sítios completamente cicatrizados. Os operadores personalizaram o preparo da
osteotomia de acordo com a avaliação radiográfica e sua percepção da qualidade óssea. A sequência de
perfuração, a qualidade óssea e o VTI foram registrados no momento da cirurgia. As radiografias foram
realizadas no momento da colocação do implante e da restauração permanente. A POM entre a colocação
do implante e a restauração permanente foi calculada. O implante foi usado como unidade estatística.
As características demográficas e de implantes foram demonstradas por meio de estatísticas descritivas.
Os valores de resultados foram comparados utilizando análise de variância (ANOVA) e teste de Kruskal-
Wallis. Foram utilizados modelos de regressão múltipla para testar o efeito de variáveis independentes
em VTI e POM. Resultados: Cento oitenta e oito implantes colocados em 87 pacientes foram incluídos
na análise. O período médio de observação foi de 144 ± 59 dias. O VTI médio foi de 30,8 ± 15,1 Ncm.
O VTI diferiu significativamente com base em arcos (mandíbula / maxila) (P = 0,001), qualidade óssea (P
< 0,001), diâmetro do implante (P = 0,032) e protocolo de perfuração (P = 0,019). A POM média foi de
0,05 mm (0,00; 0,24). Foi encontrada diferença significativa entre a mandíbula e a maxila (P = 0,008) e
entre os protocolos de perfuração (P = 0,011). Em particular, foi encontrada uma POM significativamente
maior no protocolo de perfuração subdimensionado. A análise de regressão múltipla mostrou que o VTI foi
influenciado pela qualidade óssea e pelo diâmetro do implante. A POM foi influenciada pela qualidade óssea,
diâmetro do implante, VTI e a interação entre a qualidade óssea e VTI. Estima-se que a POM foi maior com
aumento da densidade óssea e VTI. Conclusão: Um VTI excessivo em osso denso pode causar respostas
ósseas marginais negativas. Uma avaliação radiográfica pré-cirúrgica e a percepção da qualidade óssea
são necessárias para selecionar um protocolo de perfuração ideal e minimizar o trauma cirúrgico.