Conferência de Consenso sobre Seio Maxilar de 1996 Revisada em 2016

Há vinte anos, o relatório da Conferência do Consenso do Seio Maxilar de 1996 foi publicado nesta revista. Naquela ocasião, uma razão importante para a conferência foi validar um procedimento relativamente novo e uma tentativa de quantificar as variáveis científicas que impactavam o sucesso do enxerto ósseo no assoalho do seio. Os progressos científicos nestes últimos 20 anos têm avançado de cinco maneiras. Materiais. Foi demonstrado que materiais não indutivos com perfil de reabsorção lenta podem atuar melhor na formação e manutenção de osso do que os materiais indutivos, tais como autoenxertos e aloenxertos maxilofaciais ou de extremidades. Esta é uma conclusão notável e inesperada para ser afirmada. Sendo assim, a necessidade de aprimoramento biológico com fatores de crescimento e morfógenos pode ficar limitada.1–8 Método Técnico. O segundo ponto chave é o método de criação de espaço. Aparentemente, qualquer método que levante a membrana do seio e mantenha o espaço levará à formação de osso novo. A Conferência de Consenso do Seio Maxilar relatou estritamente o uso da abordagem lateral via antrostomia Caldwell Luc. Agora, dependendo da disponibilidade óssea, um método vulgarmente utilizado é a abordagem transcrestal utilizando osteótomos.9–19 Implantes Angulados. O terceiro fator a sofrer uma transformação ao longo dos últimos 20 anos é a menor necessidade de enxerto ósseo sinusal para completar a restauração do arco em configurações de desdentados. Isso implica no uso da instalação de implantes angulados, incluindo o uso de implantes zigomáticos. Este método de quatro implantes angulados provocou uma revolução na prótese fixa de maxila edêntula. O uso de implantes angulados, implantes pterigóideos e implantes zigomáticos evita a necessidade de enxerto sinusal , e eles também são capazes de restaurar a função maxilar posterior com uma restauração fixa nos implantes.20–29 Enxertos Combinados Alveolar e de Seio. A quarta mudança é a manipulação alveolar em conjunto com o enxerto do assoalho sinusal para criar uma forma ortoalveolar, geralmente em arcadas parcialmente edêntulas. A necessidade de uma ótima proporção coroa-implante similar à coroa e raiz dentária é desacreditada biomecanicamente, mas alinhar a restauração alveolar do osso alveolar segmentar continua a ser favorável para a saúde do osso alveolar gengival. Assim, o aumento da crista alveolar, em conjunto com a manipulação do assoalho sinusal, continua a ser empregado para corrigir a arquitetura óssea da crista reversa ou deficiente, aumentar osso para osseointegração, melhorar o perfil de emergência estética, e estabelecer a deflexão do bolo alimentar.30–43 Implantes Curtos. A quinta alteração relaciona-se com o paciente parcialmente desdentado com molar ou pré-molares ausentes em segmento ou dente unitário ausente, próximo ao seio. Uma quantidade relativamente pequena de osso disponível pode ser suficiente para o uso de implantes curtos de 5 mm em altura em algumas configurações, evitando a manipulação do assoalho do seio maxilar. O tamanho do implante e a textura da superfície tornam os sítios unitários na área do seio como uma possibilidade viável. Um exemplo é a extração de um molar seguida de colocação simultânea de um implante curto e de diâmetro largo. Entretanto, esta área de interesse tem a menor evidência de longo prazo, particularmente para osso maxilar posterior.44–51 Estudos de longo prazo determinaram o sucesso do implante em ambientes de enxerto ósseo do seio maxilar. Permanece incerto, entretanto, qual seria o papel direto do enxerto sinusal na osseointegração em comparação com o osso residual da osseointegração do implante. Na verdade, para uma grande parte dos casos, tem sido relatado que o enxerto sinusal pode não ter sido necessário para o suporte do implante a longo prazo.52–58 O osso se forma no enxerto do seio maxilar pela migração, a partir do assoalho do seio, por uma base osteocondutiva. As células pluripotentes na membrana do seio também participam na formação óssea de tal modo que toda a periferia do enxerto se consolida antes da porção central. Os agentes indutivos, como a proteína morfogenética (BMP)-2, aceleram este processo pelo recrutamento celular e pela diferenciação celular local, mas o enxerto ainda se consolida de forma semelhante. Apesar do material usado e da técnica empregada, a principal determinante da formação óssea no assoalho de seio é a vascularização primária da matriz do enxerto.59–69 A manutenção do espaço é requerida para ocorrer a consolidação do enxerto ósseo no seio. Embora pequenos rompimentos na membrana não levem ao insucesso do enxerto, eles aumentam a perda e diminuem o desempenho reduzindo o espaço. Se toda a membrana for perdida, o espaço pode ser confinado por uma membrana de barreira e ainda levar à consolidação do enxerto.68–72 O requisito mínimo para a formação óssea parece ser uma membrana intacta sustentada fisicamente como por uma tenda de implantes dentários. Nesta situação, a coagulação do sangue por si só é suficiente para formar osso no assoalho do seio e a osseointegração das espiras dos implantes expostos.73–77 Os implantes que passam pelo seio não enxertado e expostos não causam reações sinusais significativas.78–80 Os fumantes apresentam uma cicatrização deficiente e menos sucesso nos enxertos de seio maxilar, incluindo altas taxas de perda de implantes.81–84 Implantes simultâneos a colocação de enxerto continuam a ser relatados na literatura como um tratamento favorável e é aceitável quando a fixação mecânica do implante é possível.