Conexões Implante-pilar: Uma Revisão das Consequências Biológicas e Implicações da Peri-implantite


Os clínicos frequentemente observaram perda marginal de osso em torno dos implantes dentários no nível da
crista inicialmente após a colocação e reabertura do implante. As primeiras publicações clínicas sugeriram
que essa perda óssea ocorre durante o primeiro ano de carga. Assim, inúmeras tentativas foram feitas para
minimizar ou eliminar essa perda óssea. No entanto, o tempo e o motivo dessa perda óssea nem sempre são
evidentes. O objetivo deste estudo foi revisar as evidências sobre perda óssea marginal em torno de implantes
dentários do ponto de vista das consequências biológicas para ajudar a compreender as mudanças ósseas
marginais em torno de implantes dentários. Uma hipótese para a perda óssea em torno desses implantes
foi relacionada à presença de bactérias nas interfaces entre o implante e as conexões do pilar. A literatura
foi revisada em relação aos três principais tipos de conexões implante-pilar, incluindo retas,de plataforma
reduzida e sem interface (tissue level ou one-body). Este artigo de revisão revelou que 1,5 a 2,0 mm de
perda óssea ocorreram em torno das conexões bone level e retas quando a interface foi criada porque o
microespaço era suficientemente grande para penetração e colonização de bactérias e que essa perda óssea
não era observada em torno de implantes sem interface porque não tinham uma interface contaminada na
crista óssea. Muitos estudos mostraram uma vantagem na quantidade de reabsorção óssea marginal para
implantes com uma conexão de plataforma reduzida, e parece haver uma reação biológica significativamente
diferente. Publicações recentes indicam que essas conexões de implante-pilar contaminadas podem
ter um efeito sobre peri-implantite e falhas ao longo do tempo. Int J Oral Maxillofac Implants 2017;32:
1296–1307. doi: 10.11607/jomi.5732