Comparação em Boca Dividida de Próteses Ferulizadas e Não Ferulizadas sobre Implantes Curtos: Resultados de 3 Anos


Objetivo: Comparar próteses unitárias ferulizadas e não esdruxulizadas sobre implantes curtos com conexão interna em boca dividida. Materiais e Métodos: Coroas ferulizadas e não ferulizadas foram comparadas prospectivamente em 18 pacientes. Após verificação da necessidade de pelo menos dois implantes consecutivos bilateralmente, tomografias computadorizadas foram obtidas, o planejamento virtual foi realizado e os pacientes qualificados foram inscritos. Os implantes foram instalados com uma abordagem de duas etapas. Após 3 a 5 meses, os pacientes foram aleatoriamente reabilitados com próteses ferulizadas no lado esquerdo ou direito. As próteses não ferulizadas foram instaladas no lado contralateral. Radiografias foram obtidas durante a instalação das próteses e em exames anuais. Os níveis ósseos radiográficos foram analisados e comparados (SAS 9.4) para determinar diferenças entre as próteses ferulizadas e não ferulizadas Complicações como o desaperto e a ruptura do parafuso, ou a fratura da porcelana, foram avaliadas nos retornos. Resultados: Dezoito pacientes (9 homens e 9 mulheres), com uma faixa etária entre 49 a 76 anos (média de 56 anos), receberam ≥ 4 implantes em regiões posteriores simétricas. Os implantes (n = 82) variaram de 6 a 11 mm de comprimento, sendo 70 implantes ≤ 9 mm e 38 implantes = 6 mm. No momento deste relato, 3 anos de exames e comparações dos níveis ósseos foram completados em 15 pacientes. Um paciente não compareceu aos acompanhamentos, outro foi afastado do protocolo de estudo devido ao tabagismo e em outro foi necessária ferulização em ambos os lados devido à ruptura sucessiva dos parafusos. O desaperto do parafuso ocorreu em cinco pacientes no lado não ferulizado. Estes possuíam implantes de 6 mm, com exceção de um paciente. Fratura da porcelana ocorreu em um paciente no lado ferulizado. Um implante de 6 mm de comprimento foi perdido após a carga, o qual foi substituído com sucesso após enxerto. Este paciente apresentou um total de 6 implantes instalados e as mensurações do nível ósseo incluíram apenas dois pares de implantes. Em todos os implantes, não houve diferença significativa (P > 0,05) no 1º, 2º ou 3º ano para a média de alteração óssea ao redor de implantes ferulizados e não ferulizados. No entanto, o comprimento foi identificado como um fator significativo (P = 0,0039). Análises posteriores revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os implantes ferulizados e não ferulizados ao 24 (P = 0,0061) e 36 (P = 0,0144) meses. Um ganho em nível ósseo médio de 0,41 e 0,37 mm foi observado em implantes não ferulizados aos 24 e 36 meses, em comparação com o início do estudo. Os niveis osseos em implantes ferulizados não foram estatisticamente diferentes das mensurações no início do estudo (P > 0,05). Conclusão: Os resultados após os 3 anos de acompanhamento deste estudo prospectivo sobre implantes ferulizados ipsilaterais e implantes nao ferulizados contralaterais em 15 pacientes demonstram: (1) níveis ósseos peri-implantares em implantes ferulizados e não ferulizados não foram estatisticamente diferentes de implantes com mais de 6mm de comprimento; (2) implantes não ferulizados de 6 mm apresentaram um ganho ósseo aos 24 e 36 meses em comparação com o início do estudo; (3) os desapertos de parafuso ocorreram apenas no lado não ferulizado em 5 pacientes de um total de 15; e a (4) perda do implante após a carga ocorreu em um implante não ferulizado de 6 mm.